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Quer casar comigo?

Postado por Priscila em 12 de outubro de 2009 na categoria Sem categoria

Dias atrás, eu e minha companheira de blog passeávamos no shopping quando resolvemos falar sobre como será nosso casamento. O lado orgástico é que sempre defendemos a idéia de que jamais nos casaríamos, como fazem a maioria das pessoas atualmente. Sendo assim, cabe a questão: Desde quando a idéia de casar passou a ser inaceitável para a maioria das pessoas?  Acho que o problema não é o casamento, mas sim, o lance de prometer ser fiel  na saúde e na doença, na riqueza  na pobreza.  É aí que o bicho pega. Prometer fidelidade eterna em tempos que por uma só noite já é difícil parece algo irreal.

Visão masculina do casamento: By Rafinha Bastos

Visão Feminina do casamento: By Priscila Linconl

visao-feminina-do-casamento

Brincadeiras a parte, hoje pensei no quão ridícula se tornou a cerimônia do casamento e é sobre isso que pretendo escrever.

Estou com muita vontade de ir a um casamento bem simples, do tipo igrejinha enfeitada com flores do campo e coral, mas por favor, que a música não seja Ave Maria. Nada contra, na voz da Fafá de Belém é magnífica, mas uma música que fizesse parte da história do casal tocaria mais o coração de todos. Filmagem? Só na entrada e saída da cerimônia, afinal, tantos assistentes nos impede de vizualizar o altar e passam a idéia de que estamos lá para atrapalhar o trabalho deles. Além do mais, quem gosta mesmo de assistir a DVDs de casamentos? Eles só fazem sucesso nas vídeos cassetadas.

A idéia de crianças entrando com flores, alianças e usando roupas alugadas e bufantes também não me agrada, principalmente quando elas resolvem chorar. Não sei como as noivas se colocam nessa roleta russa. Deixemos as crianças em casa, por favor. Pior que isso, só a mãe da noiva, num modelito brilhoso, apertado e desconfortável com uma maguiagem pra lá de pesada, tentando esconder as marcas de tudo aquilo que já viveu.

Ter que repetir aquele discurso do “até que a morte nos separe”, também não impressiona. Nada é espontâneo, tudo é anteriormente ensaiado, decorado. Momentos que deveriam ser guardados para sempre em suas mentes, não passam de um enorme medo de que algo fuja do controle. Melhor seria se os noivos falassem sobre o sentimento que os une, da mesma forma que as meninas contam pra suas melhores amigas sobre o dia em que conheceu o amado. Olhando por esse lado, adoro alguns dos casamentos americanos. As damas de honra, os votos, as igrejinhas e tudo realizado de forma organizada, autêntica e espontânea. Nada de festas idealizadas com anos de antecedência, onde os pobres noivinhos só tem uma preocupação: encher o coitado do porquinho. Nessas festas os atores principais são o Buffet e o vestido da noiva, e é nisso que todos reparam. Alguns até fazem questão de contar quanto gastaram… Como se o sentimento pudesse ser medido em $. Quanta falta de romantismo.

Nota da autora: Mesmo não sendo uma menina criada e educada para casar, penso muito no assunto e acredito sim, que com espontaneidade e com as atitudes certas é possível construir uma relação sólida e verdadeira que irá dura até que… um decida seguir seu caminho sozinho ou na companhia de outra pessoa. Minha idéia é que como Gonzaguinha, devemos “… Viver e não ter a vergonha de ser feliz…”

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