Postado por Priscila em 8 de abril de 2009 na categoria
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Uma vez quase terminei um namoro por causa do Vin Diesel. Ganhei uma revista onde a capa era uma foto do perfeito-ator-gato-gostoso, recheada com inúmeras imagens dele sem camisa, se é que algum dia ele já vestiu uma. Os invejosos dizem que ele é careca e a única coisa que ele tem pra oferecer são os músculos.Discordo. Aquela voz também é tudo de bom. Ah, e o que mais nós queremos? Ele tem personalidade, pegada e cara de mal.
Meu namorado tomou a revista das minhas mãos, jogou-a em cima da casa e ainda me proibiu de contar o feito pras minhas amigas. Agora me pergunto: Qual a graça de ter amigas se não falamos mal do nosso namorado pra elas? As minhas sabiam até a extensão do pênis do pobre coitado… Por que também não saber de uma cena digna de uma criança de 5 anos? Nem pensei duas vezes. Contei e fiquei uma semana sem falar com ele. Não achei graça nenhuma em ficar sem minha revistinha. Acho que tudo tem limite, com exceção da minha obsessão por sapatos e o número de dígitos que gostaria de ter na minha conta bancária.
Dei muitas voltas, mas é bem aí que quero chegar. Orkut, blog, twitter são formas de colocar todos a par do que nos acontece. Disponibilizamos informações de nosso cotidiano de forma dramática, orgástica ou até mesmo, desinteressante. Aproveitamos para engrandecer ou envergonhar nossos amigos, já que nesse meio todos são íntimos.
No orkut mandamos beijinhos, parabenizamos, escrevemos depoimentos e desejamos um ótimo final de semana para pessoas que mal conhecemos. Por outro lado, também podemos deixar alguém muito envergonhado nos auto afirmando de maneira covarde ou infantil. Acredito na máxima: “Não faça aos outros aquilo que não gostaria que fosse feito com você”.
Acredito, mas nem sempre coloco em prática. Porém,eu jamais jogaria fora a foto autografada que meu ex tinha da Mel Lisboa, jamais! Afinal, quem guardaria uma foto autografada da Mel Lisboa? Deixa quieto.
Difícil estabelecer um limite para tais brincadeiras, mesmo porque faço parte do time “bateu, levou”, mas com um pouco de bom senso qualquer um consegue perceber que o limite é o respeito, e que todos, independente de qualquer coisa, merecemos ser respeitados. Com exceção é claro, das mulheres que usam sandália com salto de acrílico. Por outro lado, também existem os coitadinhos: pessoas que adoram uma brincadeirinha, mas quando alguém responde a altura ou realmente dá um nocaute, esse se coloca no papel do eterno injustiçado, se transformando, de garoto enxaqueca a Cirilo da novela Carrossel, num eterno: “Eu só quis dizer”.
Ter maturidade e bom humor para aceitar brincadeiras é um aprendizado muito importante que levamos por toda nossa existência. Pedir desculpas é também algo muito digno, já que a vida nos oferece oportunidade de experimentar os dois lados da situação.
Tags:a maldição do salto de acrílico, desculpas, furiosos, homens, mulher, twitter, velozes
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Postado por Priscila em 18 de fevereiro de 2009 na categoria
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#nossasenhoradeaparecida
Não posso negar que tenho uma paixão pelo Vin Diesel. Ai, ai, ele realmente desperta meu lado mulherzinha…Não vou fazer um texto sobre essa paixão, embora no mundo das idéias,aquele mundinho que o Platão criou, eu e Vin vivemos um romance de dar inveja a Jack e Rose.
Não falarei do Vin Diesel , escolhi esse tema por outra razão: hoje uma colega veio contar que durante as férias resolveu tirar a carteira de habilitação. Resultado: reprovou na prova de carro e passou na de moto. Comecei então a pensar nessa fase (década de 90) da minha vida. Digo fase porque fiz a prova de volante cinco vezes. Pausa para risos, piadas, para alguém proferir a famosa frase: “Mulher no volante, perigo constante” e para quem já me conhece elaborar uma face de espanto.
Nunca contei a ninguém esse meu feito. Sim, conto detalhes do meu romance tórrido com Vin para minhas amigas, mas minhas fraquezas escondo até do meu anjo da guarda.
Na minha primeira vez, me preparei bem, estava confiante, linda e perfumada. Sabia que o sucesso seria certo e que tudo sairia conforme planejado, pois embora fosse minha primeira vez, já havia treinado muito com minhas amigas. Resultado: Brochei! Foi foda mesmo! Cheguei ao Detran-go às 8:00 da manhã e quando fui convocada a demonstrar minhas habilidades já eram 14:00 hrs. Brochei mesmo, mas me senti apoiada por todos, afinal, aquilo nunca havia me acontecido antes.
Na minha segunda vez não me senti nada apoiada, além daquilo já ter me acontecido antes eu havia marcado uma viagem para a chácara de uma amiga e todos iriam comigo.
No Priscila 3 “A missão”, saí chorando mesmo. O clima na minha casa mudou completamente. Minha mãe, pessoa nada discreta, falou na lata: “Eu tinha 35 anos quando tirei minha carta, era no Serra Dourada, tudo era mais difícil, o carro era um chevette a álcool e eu não errei nada”. Nesse momento conclui que minha mãe era o próprio Chuck Norris ao volante.
Na quarta vez, posso dizer que fui programada para matar. Não, não estava nervosa, se foi o que pensaram, é que quase matei uma pessoa. Nunca vi mulher mais decidida e confiante… A prova se iniciou tranquilamente. Minhas pernas não dançavam sozinhas como das últimas vezes, o examinador nem perguntou se eu estava com frio ou se sofria de algum tipo de asma, e melhor ainda, não tive que parar para procurar o celular dentro da bolsa.
Quando fui informada que poderíamos sair do Detran nem acreditei, quase soltei o volante para bater palmas de alegria, mas me contive. Das últimas vezes eu mal dirigia 500 metros e já tinha que voltar ao estacionamento. Saí tão alegre, dirigindo o humilde corsa, que me tornei instantaneamente daltônica. O sinal estava vermelho, mas eu juro que vi a cor verde. Foi por um triz que não atropelei um passante.Viu como tudo sempre pode ficar pior? Nessa altura dos acontecimentos, minha mãe já queria me dar uma nova bicicleta. A pracinha era lugar proibido pra mim… Imagina só, se eu iria voltar a freqüentá-la de bike. Nunca!
Como o universo resolveu conspirar a meu favor, eu não sei, o fato é que minha mãe conheceu a esposa de um fodão do Detran-go e pediu um favorzinho pessoal pra ela, já eu, digo que o que essa mulher fez por mim foi um fenômeno não identificado, digno de ser pesquisado pelo padre Quevedo. E finalmente, na quinta vez … Pimba!
Tags:auto escola, carro, carteira, furiosos, mulher, tuning, velozes, vergonha
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