Sexo bom é sexo fácil!

Planeta: Terra. Cidade: Goiânia. Profissão: pedagoga. Aula: ciências. Tema: educação sexual. Como todas grandes metrópoles do planeta, Goiânia se acha hoje em desvantagem na luta contra a maior inimiga do homem: a banalização sexual. E apesar dos esforços de todo o mundo, já chegou o dia em que o sexo é tratado de forma banal pela mídia e pelas pessoas. Quem poderá intervir? SPECTREMAN?!!!
Planejei uma aula sobre os desafios da educação sexual e a dificuldade dos pais em tratar deste assunto com seus filhos e eis a grande surpresa: alunos do 6º semestre do curso de pedagogia tiveram a mesma dificuldade.Descobri que alguns educadores temem que a abordagem de questões sexuais podem estimular os alunos a se interessarem por sexo precocemente. Santa ignorância Batman. Pesquisas mostram o contrário: países onde a educação sexual é aplicada nas escolas, apresentam números bastante inferiores de gravidez ou aborto entre adolescentes, os jovens iniciaram a vida sexual com idades mais avançadas do que em países onde tal assunto é ignorado no ambiente escolar.Sexo deve sim tomar espaço nas discussões escolares, é claro que, como todo assunto polêmico, precisa ser tratado de forma sistemática, ética, consciente e responsável, sendo compreendido e discutido pelo aluno com liberdade e confiança.
A mídia atua de forma muito superficial e irresponsável, chegando ao cúmulo de banalizar questões sérias, comprometendo assim, a intimidade das pessoas e tratando suas individualidades de forma ridícula e vergonhosa. Ontem mesmo assisti a uma chamada de um programa que dizia: “ Aprenda a seduzir seu marido e salve seu casamento ”. Como se a sedução e o sexo fosse a única forma de construir uma relação saudável. É um ótimo começo, admito, mas não uma base sustentável para o “felizes para sempre”.
E quanto à indústria das cirurgias plásticas? Os números de cirurgias plásticas realizadas anualmente assustam qualquer um que tenha o mínimo de senso crítico. Mulheres e homens buscam suprir traumas, medos e inseguranças com próteses gigantescas em busca de uma pseudo segurança, seguida de momentos de depressão e questionamento. Todos nós, com certeza não gostamos de alguma parte do nosso corpo e é muito saudável que busquemos estratégias para mudá-la, recorrendo a ginástica e até mesmo a cirurgias plásticas com o objetivo de sentirmos melhor com nossa aparência e não para agradar quem está a nossa volta.
Como sexo e aparência estão interligados não podem ser tratados com superficialidade, buscando sempre o caminho mais rápido, devem ser tratados juntos de maneira que o aluno possa produzir seu conhecimento com a ajuda de constantes desafios mediados por educadores competentes através do processo de formação e transformação.

