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Tapa na cara

Postado por Priscila em 17 de agosto de 2009 na categoria Sem categoria

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Hoje vi que realmente “a arte imita a vida”, ou seria o contrário? Tanto faz. Li que uma professora em Santa Catarina foi agredida pela mãe de uma aluna levando mais de vinte tapas e socos no rosto. A notícia veio para reforçar que pessoas como os pais do ZECA da novela das oito são reais, mas quem trabalha em escola já sabe disso. No outro dia, os professores fizeram greve em solidariedade à colega. Adorei. Nunca vi classe mais desunida que a de professores. Engraçado. Não deveria ser uma das mais unidas? Vi o protesto de forma positiva, já que escola e família precisam parar para refletir cada um seu papel.

Até quando os professores serão expostos ao ridículo dessa forma? Acredito que até quando ao aluno for dado o direito de tudo poder fazer. “O professor é agredido porque não sabe tratar o aluno”, dizem alguns. Queridos, o professor é agredido porque pai e mãe não cumprem seu papel que é o de educar antes mesmo do primeiro contato da criança com a escola. Não ensinaram que o mais velho deve ser respeitado, que o diálogo é a forma mais inteligente que o ser humano utiliza para resolver seus conflitos, e por último, não ensinaram que no decorrer da vida perdemos e ouvimos a palavra NÃO inúmeras vezes. Já perceberam que as crianças não sabem mais perder? Perder é bom, nos ensina que existem pessoas melhores que nós, estimula o exercício do treino, da disciplina e do auto conhecimento. É claro que perder não pode se tornar uma constante em nossa vida. Não pode levar ao comodismo. Por isso, é papel, tanto de pais quanto dos educadores, estimular e valorizar os resultados obtidos, sejam eles quais forem.

O professor também tem sua parcela de responsabilidade. Faz uso da arrogância, da discriminação e do descaso aos alunos e suas necessidades. Alguns até repetem o discurso medíocre do “não ganho pra isso”. Ganha sim, professor! E antes que eu me esqueça, foi sua escolha profissional, não foi? Portanto, não utilize a remuneração como desculpa para aulas pobres e desinteressantes, assumindo de vez o seu lugar de professorzinho de merda, pois para isso, o que você ganha está passando de bom… Já aos que se esforçam, lutem sim pela conquista de salários dignos e menos vergonhosos. É seu direito e responsabilidade dos governantes, mas parece que na atual conjuntura as palavras responsabilidade e governante não combinam.

Embora não tenha feito parte dessa geração, tenho saudade da época em que os professores eram respeitados pelo exercício do magistério, ou seja, eram respeitados porque eram professores. Não pense você que defendo uma Pedagogia arbitrária e excludente, defendo, a idéia de que respeito e autoridade não se conquistam, já que só preciso conquistar aquilo que não tenho. O conhecimento teórico que adquiro constantemente, a prática consciente de um fazer pedagógico que respeita a individualidade dos alunos, a profissão que escolhi e a qual me dedico com dignidade e amor, me garantem o direito de ser respeitada. O que precisamos conquistar na escola é a admiração dos nossos alunos, é o olhar de encantamento por uma aula bem mediada. Pensemos nisso.

Não dá mais para a família delegar à escola o papel da educação integral de seus filhos, é hora dos pais reassumirem seus lugares de responsabilidade pelos atos e frustrações, não se omitindo do direito de ensiná-los o que lhes foi passado por seus pais, que com certeza, melhor do que eles, educavam, impunham limites e amavam verdadeiramente.

E quanto a essa história de educação integral que as escolas vêm pregando atualmente? Difícil dizer o que é papel da escola ou não, mas pra mim, educar integralmente é respeitar os limites de tempo para o aprendizado de cada aluno, oferecer um espaço adequado para a criança e ter em seu corpo docente, professores que ensinem a criança a ler, escrever, interpretar, significar e contextualizar. De que adianta transformar a criança em um cidadão crítico se ela ainda nem sabe ler um livro? Gente burra não tem o direito de ser crítica. Ninguém respeitará sua criticidade. Chega de educar para a vida. A escola deve ser a vida, pois dentro dela, todos os dias acontecem situações do cotidiano. A gente vive dentro da escola e não apenas quando saímos de seus portões para fora.

Como educadora, acredito que enquanto a escola e os pais não se reconhecerem como responsáveis, juntos, pela formação integral do indivíduo, ficaremos perdidos. Cada um do seu lado ficará apontando o dedo para a falha do outro, deixando de executar uma ação simples, que é a de educar com parceria, reconhecendo fraternamente sucessos e fracassos.

Quanto a professora agredida, não sei seu nome, mas de uma forma sutil e educativa, na próxima reunião de pais, usarei essa figura, para que possamos todos refletir juntos sobre as responsabilidades de cada um. Fica pra ela meus sinceros sentimentos e um abraço fraterno.

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Saga Pedagógica

Postado por Priscila em 30 de junho de 2009 na categoria Sem categoria

Sugeri para a empresa que trabalho um congresso que aconteceria em Brasília. Os chefões toparam. Lá fomos nós, as chefinhas e as psicólogas. Total? Oito mulheres em uma van. Diversão garantida. Na minha cabeça e no MP4 cor de rosa, a trilha sonora era “Uma louca tempestade” na voz de Ana Carolina. Linda canção! A sensação de liberdade era tão grande que comecei a questionar o motivo de trabalhar tanto e não ter tempo nem para ouvir minhas canções preferidas. Deixarei o capitalismo explicar.

Chegando lá: recepção fuleira, cheirinho de mofo, cobertor sapeca nigrin e nenhuma tomada pra notebook. Sabem o que era? O hotel que reservamos pela net. Ledo engano quando pensei que photoshop era o melhor amigo só da Susana Vieira e da Ana Maria Braga. As fotos do hotel nos enganaram direitinho. Depois de uma ofensa ao funcionário e vários piadas não compreendidas (para minha sorte, claro) saímos arrastando malas pelas ruas da cidade. Cinco minutos e vários comentários depois, estávamos em um lindo hotel. O melhor de tudo é que fechamos pelo mesmo preço da espelunca anterior. Nos acomodamos. Saímos, comemoramos o aniversário da psicóloga da minha unidade, bebemos, comemos e dormimos.

Um dia depois… Uma corrida maluca por táxis, motoristas mal educados, garçonetes preguiçosas, me estressei… Não que eu não goste de Brasília, ao contrário, amo essa cidade, mas desta vez os atendimentos deixaram muito a desejar. Em contra partida, o congresso foi maravilhoso e confirmou que estou sim no caminho certo. Escutei pessoas que admiro muito. Pessoas cujas idéias me “arrebataram” desde que comecei o curso de Pedagogia há 10 anos.

Fotos

Estes aí, no meu momento tiete, são: Max Haetinger que me conquistou pela paixão e entusiasmo pela educação; Celso Antunes que aguça o meu lado crítico e justo, que reconhece e defende que o professor necessita sim rever sua atuação de maneira a avaliar melhor, incluir verdadeiramente, interagir e planejar aulas mais contextualizadas. Os outros dois, não menos importantes são: Júlio Furtado e Marcos Méier, igualmente admirados por mim. Professores que nos fizeram derramar lágrimas, gargalhar e voltar a ser criança, o mais importante de tudo.

Como nem tudo são flores, preciso da ajuda de vocês para me ajudar a compreender o motivo de uma universidade do porte da … aquela que também tem aqui em Goiânia, colar  um cartaz desse pelo pátio e corredores:

Atenção

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Sexo bom é sexo fácil!

Postado por Priscila em 31 de março de 2009 na categoria Sem categoria

charliebrown

Planeta: Terra. Cidade: Goiânia. Profissão: pedagoga. Aula: ciências. Tema: educação sexual. Como todas grandes metrópoles do planeta, Goiânia se acha hoje em desvantagem na luta contra a maior inimiga do homem: a banalização sexual. E apesar dos esforços de todo o mundo, já chegou o dia em que o sexo é tratado de forma banal pela mídia e pelas pessoas. Quem poderá intervir? SPECTREMAN?!!!

Planejei uma aula sobre os desafios da educação sexual e a dificuldade dos pais em tratar deste assunto com seus filhos e eis a grande surpresa: alunos do 6º semestre do curso de pedagogia tiveram a mesma dificuldade.Descobri que alguns educadores temem que a abordagem de questões sexuais podem estimular os alunos a se interessarem por sexo precocemente. Santa ignorância Batman. Pesquisas mostram o contrário: países onde a educação sexual é aplicada nas escolas, apresentam números bastante inferiores de gravidez ou aborto entre adolescentes, os jovens iniciaram a vida sexual com idades mais avançadas do que em países onde tal assunto é ignorado no ambiente escolar.Sexo deve sim tomar espaço nas discussões escolares, é claro que, como todo assunto polêmico, precisa ser tratado de forma sistemática, ética, consciente e responsável, sendo compreendido e discutido pelo aluno com liberdade e confiança.

A mídia atua de forma muito superficial e irresponsável, chegando ao cúmulo de banalizar questões sérias, comprometendo assim, a intimidade das pessoas e tratando suas individualidades de forma ridícula e vergonhosa. Ontem mesmo assisti a uma chamada de um programa que dizia: “ Aprenda a seduzir seu marido e salve seu casamento ”. Como se a sedução e o sexo fosse a única forma de construir uma relação saudável. É um ótimo começo, admito, mas não uma base sustentável para o “felizes para sempre”.

E quanto à indústria das cirurgias plásticas? Os números de cirurgias plásticas realizadas anualmente assustam qualquer um que tenha o mínimo de senso crítico. Mulheres e homens buscam suprir traumas, medos e inseguranças com próteses gigantescas em busca de uma pseudo segurança, seguida de momentos de depressão e questionamento. Todos nós, com certeza não gostamos de alguma parte do nosso corpo e é muito saudável que busquemos estratégias para mudá-la, recorrendo a ginástica e até mesmo a cirurgias plásticas com o objetivo de sentirmos melhor com nossa aparência e não para agradar quem está a nossa volta.

Como sexo e aparência estão interligados não podem ser tratados com superficialidade, buscando sempre o caminho mais rápido, devem ser tratados juntos de maneira que o aluno possa produzir seu conhecimento com a ajuda de constantes desafios mediados por educadores competentes através do processo de formação e transformação.

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