Olha a cobra!
Não dispenso champagne, mas em festas juninas, faço questão de quentão. Adoro! O gostinho da “pinga braba” com gengibre é “bão dimais”. Odeio festas onde não há lugares para sentar e reparar a roupa alheia descansar, mas nas quadrilhas fico de um lado para o outro o tempo todo. Homem com camisa xadrez é muito feio, mas nesta época do ano penso até em namorar com um deles. Minha comida preferida? Camarão, mas em junho é pamonha quente com “manteguinha” derretendo.
Como todas essas comidas e figurinos combinam tanto comigo sem ter nada a ver?
Alguns conhecidos insistem em dizer que o mês de junho não combina comigo, pois me consideram metida chique.
O referido mês é o único onde posso provar que sou simpática, pois no frio aceito a idéia de abraçar as pessoas. Odeio abraços, mas em época de calor é ainda pior… Tenho verdadeiro nojo de suor. A idéia de alguém suado me abraçando é assustadora. Tão assustador quanto assistir ao programa A Fazenda. Gente, o que é aquilo? Deve ser a prova concreta de que Deus está castigando o Bispo Macedo.
Já decidi, vou encabeçar a corrente: “Bispo Macedo, eu te repudio!” Repitam três vezes: “Bispo Macedo, eu te repudio!” “Bispo Macedo, eu te repudio!” “Bispo Macedo, eu te repudio!” Se você não quebrar a corrente a Rede Record de Televisão vai ser proibida de gravar novelas em favelas, com protagonistas mutantes e Reality shows ridículos na beira do brejo no mês de junho.
Para mim, o maior ridículo desse mês é o casamento da quadrilha. Não, os irmãos cravinhos não vão se casar… Explico, é o casamento encenado na festa junina. Vocês já viram uma noiva banguela? Nem queiram… “Isso non exsiste”, como diria o padre Quevedo.
Noiva de seis dedos que casa em castelo, noiva apresentadora que casa com buquê de arruda e separa 9 meses depois ainda vai, mas noiva sem dentes… Não há cobra que aguente!


