Postado por Fabíola Ariadne em 24 de novembro de 2010 na categoria Sem categoria
Eu pensei que não poderia sentir emoção, em shows, maior do que a vivida no do Bon Jovi, meu ídolo na adolescência, mas estava enganada. Sir Paul McCartney me fez sentir algo que nunca havia sentido antes, a impressão de que acompanhei a carreira de uma pessoa que nasceu 40 anos antes de mim. Mas, a verdadade é que as músicas dele e dos Beatles é que acompanham a minha “carreira”.
Quando ele surgiu no palco, com seu blazer azul, ovacionado por 65 mil pessoas, não teve como não encher os olhos de lágrimas e gritar. Indescrítivel a sensação que dominou a multidão, antes mesmo dele dar um pio. E era apenas o começo.
Venus And Mars, Rock show, Jet e All my loving, para eu ter meu segundo surto. Alucinei. Ouvir um Beatle cantando ali , pertinho de mim, essa música que amo. Que ouvi quando tinha uns dez anos, quando conheci uma banda cover composta por garotos da mesma idade que eu, e que fazia show nos shopping’s de Goiânia, o Bitkids Revolution (hoje um deles toca na Banda Pedra Letícia, o Tom Júnior). E foi nesta época que elegi minha música predileta dos Beatles, I want hold your hand, que infelizmente Paul não cantou.
Não me lembro quando conheci The Beatles, pode ter sido na barriga de minha mãe, mas me lembro que meu pai tinha um disco deles e várias fitas, e que nas manhãs de sábados eu ajudava minha mãe arrumar a casa ouvindo e dançando Ob-la-di Ob-la-da, Twist and Shout, Help, Hey Jude (que ele cantou).
E Beatles, Paul, não foi uma fase da minha vida, não são músicas que lembram determinada época ou momento, definitivamente não. São músicas que sempre ouvi, em dias felizes, tristes, em dias normais. Mas, que agora serão mais especiais ainda.
Ouvir Paul falando em português que iria cantar a música que ele escreveu “para meu amigo John”, Here Today, mudou a minha forma de ouví-la. O mesmo aconteceu com Something e My love, que ele dedicou, respectivamente, ao George e “pra minha gatinha Linda”.
Depois, chorei mais, quando ele cantou A day in the life/Give peace a chance e balões brancos cobriram o Morumbi, uma homenagem previamente combinada entre os fãs para Macca. E ele se emocionou.
Mas, nem só de choro eu vivi. Teve os momentos alucinantes, Helter Skelter, Live and let die com muita psicodelia nos telões (HD queridos) e pirotecnia. Pulei, pulei e pulei. Alto.
Ri do seu humor inglês, alisando seus britânicos suspensórios, retirando um chapéu imaginário para a platéia, inventando uma batida para falar por dois minutos San Paloooooo.
Liguei meu celular para iluminar o Morumbi quando ele cantou Let it be.
E quase morri quando ele tocou a música que mais esperava: I’ve just seen a face. Amo essa música ao cubo, porque ela é country rock, porque a letra é fofa e me faz querer dançar em círculos, estralando os dedos.
Eu acabei de ver um rosto, eu não posso esquecer quando ou onde nós nos conhecemos.Ela é a garota para mim e eu quero que o mundo inteiro veja que nos conhecemos.
Enfim, eu sei que este foi o show da minha vida, já que Freddie Mercury não está mais entre nós para superar esse espetáculo.
Obrigada Geraldo Neto, por ter me proporcionado um dos melhores momentos da minha vida, por ter me erguido para que eu pudesse ver o Paul, pequenino lá no fundo, por ter brigado pouco comigo quando, depois de ter andado mais de 3 km e quase circulado o Morumbi, enfureci e furei a fila de entrada.
P.S. Eu sei que não deveria ter furado a fila, que odeio gente que faz isso. Arrependi-me, desculpa aê.
P.S.2. Post escrito em lágrimas, que eu sei que nunca serão superadas. Sempre me lembrarei emocionada desse dia, mas com um sorriso na face.
Postado por Fabíola Ariadne em 4 de fevereiro de 2010 na categoria Sem categoria
Esses dias lendo um blog que gosto muito, o Imperador, vi uma seleção das músicas que ele ouve e que o fariam morrer de vergonha se o fone escapasse do ouvido dentro do elevador e resolvi fazer a minha.Isso não quer dizer que na maior parte do tempo eu só ouço músicas legais , músicas que seria o orgulho de papai, mas é que algumas realmente passariam uma primeira impressão errada para as pessoas que me vissem pela primeira vez.
Primeirona é “Tô P da vida”, do Grupo Dominó. Tudo bem que quem tem menos de uns 25 anos não deve saber do que estou falando. Mas para essa galera eu só digo uma coisa: vocês perderam. Os Menudos brasileiros arrasaram o coração de 99% das menininhas, moçoilas, quiçá senhoras dos anos 80. Eu queria que eles voltassem, mas isso é impossível, até porque um deles hoje é o presidente da empresa do Roberto Justus. A música é essa abaixo, olha a letra:
“Tô P da vida … We are the world lá nas paradas/E gerações desperdiçadas/Em tantas lutas sem sentido…”
Isso mesmo, a música de Michael Jackson é citada, pois ela estava nas paradas.
Segundona é Vida Cigana cantada pelo ex-sumido Belchior. A letra não é dele, vários artistas já gravaram, recentemente foi sucesso nas vozes de César “Pinoti” e Fabiano, mas a versão legal é na voz do rapaz latino-americano sem dinheiro no banco. Sente só:
“…Minha Vida Cigana me afastou de você, por algum tempo vou ter que viver por aí longe de você…Sou nuvem nova que vem pra molhar essa noiva que é você”.
Ou seja, essa música se encaixa perfeitamente na vida do Belchior, Vida Cigana! (Não coloquei o vídeo pois não achei o do Belchior cantando, fica o link do Cesár Menotti e Fabiano).
Terceira fica com Renato Russo, La Solitudine, se bem que seria pior se eu gostasse da música na voz de Laura Pausini, aliás é dela a letra da música. Sente o drama:
Marco foi embora e não volta mais/E o trem das 7:30 sem ele é um coração de metal sem alma…
Olha, só te falo uma coisa Laurita, pega o trem das sete não, vai no das onze! (Quem entendeu comenta).
A quarta é um mantra cantado pelo Homem de Bem. Homem who? De bem! Na verdade não faço a mínima ideia de quem seja, achei o cantor graças ao google, quando perguntei a este quem era o cantor da música da Úrsula da novela Pedra sobre Pedra. Isso mesmo, essa música era tema da personagem interpretada pela Andréia Beltrão, a Úrsula. A música tocava na hora em que a Úrsula subia na árvore que brotava a flor do Jorge Tadeu (Fábio Jr.) Não sei o que diz a letra, por isso até hoje não consigo entender a ligação entre Madama Mohana Murari e isso:
Flor do Jorge Tadeu
A música:
A quinta é aquela que todos vão condenar. Marina gasolina do Bonde do Rolê. Eu poderia usar o argumento de que a batida é boa, que até os gringos gostam, mas não, não justificarei. Eu gosto e ponto!
E pra fechar com chave de ouro, depois de um funk só poderia vir uma sertaneja. E é daquela sertaneja doída, na voz dos não tão famosos Lucas e Luan. Sente a poesia:
Horizonte azul, vermelho, luzes a piscar, o seu corpo nu.
Ó, isso é Picasso cantado, imaginem a cena! Agora não imaginem a cena do “lembranças de nós dois nesses lençóis ficaram”
Bom, vou deixar as outras que eu havia pensado para um post posterior, não quero assustá-los muito de uma vez só, isso pode inibir uma próxima visita. E antes que meus amigos venham aqui falar “ah Fabíola, você parou de ouvir Dá pra mim do Polegar?”, já respondo não! Não parei, tampouco acho que ouvir essa música seria vergonhoso. Grata!