Postado por Fabíola Ariadne em 22 de junho de 2011 na categoria
Relacionamentos,
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Sexy?
Siiim, estou viva. E resolvi sair da hibernação por causa de um e-mail que recebi, me convidando para um evento só para mulheres. Gostei dos tópicos e fiz a minha inscrição. Serão abordados temas sobre moda, trabalho x vida pessoal, violência doméstica, ecologia e alimentação saudável. Os mesmos temas que diariamente revistas, livros, programas e até este blog, enfiam goela abaixo em nós, mulheres.
Haverá, ainda, workshops sobre afrodisíacos, danças sensuais, pompoarismo, feng shui, organização e limpeza, maquiagem e culinária. Uau, só para mulheres mesmo.
Essa indústria do “como colocar os homens aos seus pés” é crescente. Massacradas pela ideia fixa de que devemos ser namoradas/esposas/filhas/mães/trabalhadoras perfeitas, nossa auto-estima vive pedindo cuidados. Então lançamos mão de injeção na testa, choque na bunda, musculação vaginal e dança do acasalamento. E isso tudo, na maioria das vezes, gira ao redor de uma só ideia: agradar aos homens. O que nos leva a pensar: E o que os homens fazem, semelhante a isso, para nos agradar?
Confesso que nunca vi um homem “sensualizando” por aí pendurado num poste, mas, claro, a imagem de um homem fazendo pole dance não é sensual. Porém, uma massagem não ia mal, ne? Ou um jantarzinho preparado por eles. Cadê a indústria do “colocar as mulheres aos seus pés” nessas horas? Conseguem imaginar um monte de homens sentados em uma sala aprendendo técnicas de como nos levar a loucura? Eu não consigo. Mas, a ideia de obrigar pedir ao namorado a se inscrever em um curso de massagens foi boa. Vou ver se no encontro só para mulheres existe alguma técnica para conseguir isso

Cachorrinho fazendo pole dance, pode!
Tags:homens, mulher
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Postado por Fabíola Ariadne em 10 de maio de 2010 na categoria
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Link da tirinha http://blog.drpepper.com.br/?p=706
Há anos e anos eu procuro uma resposa plausível, sem conotações religiosas e biológicas para a seguinte pergunta: Por que as pessoas tem filhos?
“Para garantir a espécie”, “porque Deus mandou na Bíblia”, “porque assim é a lei da evolução”, “porque é a forma mais sublime de amor”, “porque eu preciso de um pensão”, “porque eu preciso segurar esse homem”, “porque esqueci de tomar o anticoncepcional ou não usei camisinha”… Nunca achei uma respota que me convencesse.
Talvez, se eu achasse a tal resposta teria, também, uma resposta aceitável para uma pergunta de cunho existencial, se Deus existe mesmo por quê ele nos criou? Para brincar, assim como brincamos de The Sims?
Todas as respostas que me dão estão eivadas de egoísmo ou vaidade ou burrice mesmo.
Ter filhos para garantir a espécie: sinceramente, não vejo muita razão para continuarmos nossa espécie!
Deus mandou: por quê? E porque sim não é resposta.
Porque é assim a lei da evolução: ok, acho que essa lei foi revogada.
Porque é a forma mais sublime de amor: quanto egoísmo! Ter um filho para experimentar um sentimento? Bom, eu não sinto falta daquilo que não conheço, então…
Porque preciso segurar um homem: essa não cola mais.
Porque preciso de pensão: sim, essa é uma resposta sincera e com fundo de verdade, mas nunca vi ninguém usá-la, só em acusações de sogras.
Alguém aí tem uma resposta melhor?
E já adianto que gosto de crianças sim, na verdade adoro. Pois sempre me perguntam se não gosto de crianças quando afirmo não ter motivos para ter filhos. Porém, lembro a estas pessoas que crianças só duram uns 10 anos, depois elas crescem e dão um trabalho… Algumas criam blogs para escrever bobagens existenciais.
Por isso pensem bem antes de colocar mais uma criatura neste mundo!
P.S. Escrevi esse texto há 1 ano e 3 dias, resolvi publicá-lo hoje porque reli e achei interessante ver que mudei de opinião quanto a algumas “respostas.” Mas isso é assunto para outro post!
Tags:Amor, filhos, mulher
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Postado por Priscila em 10 de fevereiro de 2010 na categoria
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Para Raul, o Sr. Errado. Deliciosamente errado. Que me faz querer errar sempre…
De hoje em diante quero fazer errado!
Quero acabar com aquela velha história de sempre ter que acertar.
Vou começar desprezando minha camisa branca preferida, que sempre me deixa escrava da perfeição. Se ela amassa, tenho logo a certeza de que minha reunião será um fracasso. Pra mim, ela sempre funciona como um imã para o molho de tomate, o sorvete de chocolate ou aqueles dias que nem o mais potente ar condicionado nos impede de fabricar aquela mini pizza nas axilas. Sim, já fui escrava de uma camisa branca, mas agora percebo, elas são certas demais para mim.
O que não consigo entender é quando a vida começa a impor o quão certo devemos ser. Acho que é na escola, onde não podemos escrever fora dos pontilhados, só ir ao banheiro quando a tia deixa, e o pior de tudo, fazer a prova toda certinha, senão é zero. Sei lá… Também pode ser na família, onde temos que andar precocemente aos 9 meses, ser mais bonito que o filho do vizinho e aprender a ler antes dos nossos primos, senão… Está tudo perdido. Não somos mais motivo de orgulho. Erramos.
Uma coisa é certa: desde que nascemos somos forçados a acreditar que tudo sempre dever ser feito da maneira mais certa possível e se assim não for, não temos mais a garantia da felicidade. Por isso, nada de sexo no primeiro encontro, se a noiva for vista pelo noivo antes do casamento, já era, os dois não serão mais felizes para sempre. Perde se muito tempo pensando em como ser feliz sem ser espontâneo. Sempre fui muito certa para entender o quanto o errado é valioso.
“Estar sempre certo é algo solitário.” Reforço: solitário, sem graça e pretensioso.
De hoje em diante está decidido: o apego aos detalhes já não existe mais. Vou errar pra valer. Vou pegar na mão, abraçar, chegar atrasada e o melhor, parar de esperar que as pessoas se comportem sempre da maneira certa. Adeus Priscila Certinha. Experimentarei agora o doce gosto do errado.
Tags:Amor, errado, homens, mulher
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Postado por Fabíola Ariadne em 28 de janeiro de 2010 na categoria
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Ainda bem que não começaram os chás-de-divórcio!
Quando eu fico de férias eu fico de férias mesmo. E dessa vez as férias do blog foram maiores que as do trabalho, na verdade não foram férias e sim falta de assunto, falta de vontade mesmo. Mas hoje, dia que fiz o balancete dos meus gastos do ano passado ( sim, sou quase uma firma), interrompi minhas férias bloguísticas e vim até aqui compartilhar com vocês o meu choque com os valores que gastei no ano passado com presentes de casamento. Todo mundo casou e todos, claro mereciam ótimos presentes.
Porém, essa desculpinha que todos usam ao presentear um aos outros de que é um agrado sem terceiras intenções é balela. Todos nós queremos ser retribuídos, e no mínimo na mesma altura. Funciona assim, se dou um presente de aniversário para A,B e C, eu espero que no meu aniversário A,B e C me presenteie também. E assim caminha a humanidade.
Ocorre que em relação a presentes de casamento a regra poderá não ser seguida. Por que? Porque eu posso não me casar, arcando então com anos e anos de prejuízo. Isso sem falar nos reaizinhos gastos com vestidos e salão de beleza.
Por isso gente, neste início de ano, época em que a gente faz planos eu já tenho um que é totalmente contrário a tudo que já falei neste blog (traindo o sistema again): eu quero me casar sim, para evitar o prejuízo.
Tags:Amor, casamento, homens, mulher
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Postado por Priscila em 21 de janeiro de 2010 na categoria
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Já prometi mais de mil vezes que não assistirei aos telejornais, mas essa é uma promessa difícil de cumprir, e como já disse meu amiguinho: “Eita promessa desgraçada, eita promessa sem jeito.” Por isso, pra mim, os telejornais são como pipoca e BBB, mesmo quando você não quer, acaba experimentando.
Um dos motivos para tal promessa é que não suporto mais presenciar tanta violência, em todos os seus aspectos: físico, moral e social, embora a que mais me assombra é a violência física praticada de maneira covarde, impedindo assim a defesa da vítima. É sobre esse tipo de violência que pretendo falar.
Quem nunca ouviu a famosa frase: “Um pouquinho de ciúmes tempera a relação.” Pois é, tempero na relação dos outros é refresco. O ciúme tem levado pessoas às mais assustadoras formas de violência contra seus parceiros. Um grande exemplo foi o fato que aconteceu ontem: o assassinato da dona de um salão de beleza em BH pelo ex companheiro, que foi presenciado por clientes da vítima e registrado por câmeras que a mesma mandou instalar para tentar se proteger de alguma forma,já que 8 boletins de ocorrência haviam sido registrados mencionando as ameaças do agressor. Me lembrei agora do também ditado popular “Cachorro que ladra não morde.” O cachorro latir já é o primeiro indício de que ele será sim, de alguma forma violento, portanto aproveitemos pra fugir.
Como podemos então nos proteger desses cães raivosos? Quais são os primeiros indícios de que nos farão mal? Seria possível evitar ataques de fúria como esses? Não sei, mas acredito que o ciúme e o sentimento de posse sejam os primeiros sinais de que alguém pode sim ser muito violento conosco, já que tal sentimento sempre vem acompanhado de muitos outros nada nobres, como por exemplo: insegurança, vaidade, raiva, medo e humilhação. Viu como é sério? Por isso, na minha opinião não existe uma forma positiva de sentir ciúmes e de forma alguma ele pode favorecer um relacionamento, seja ele de qualquer natureza. Digo não poder favorecer por fazer com que uma parte se sinta diminuída. Simples assim.
Otelo é um ótimo exemplo literário e se não me engano, também há um filme brasileiro, estrelado por Patrícia França e Toni Garrido relatando a história de ciúme e tragédia. Recomendo.
Meu ponto de vista pode parecer demasiadamente exagerado, mas prefiro acreditar que não devemos subestimar os sentimentos alheios, pois assim evitamos nos surpreender de maneira negativa e irreparável.
“Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce.” (William Shakespeare)
Tags:Amor, ciúmes, homens, mulher, vergonha
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