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Os descobridores do twitter e a gentalha

Postado por Fabíola Ariadne em 26 de março de 2009 na categoria Sem categoria

baleia-twitterHá alguns dias venho acompanhando o #mimimi dos twitteiros sobre o crescimento do Twitter no Brasil. A maioria, aliás, todos os comentários que vi foram de chacota, achando ruim o crescente número de brasileiros na rede social, parafraseando uma merda de banda, o pensamento dominante seria este: meu, tu não sabe o que aconteceu, os caras do orkut invadiram o twitter!

Como se os usuários que estão atualmente no Twitter fossem melhores do que os que ainda chegarão. Não dá, eu não consigo entender o porquê dessas pessoas quererem tanto que os meros mortais continuem excluídos da rede social do momento.

Por que o twitter irá virar uma titica se o porteiro do meu prédio criar uma conta? Por qual motivo plausível alguém excluíria sua conta no twitter se  o cliclano que mora lá na Vila Papel criar um perfil e escrever:  “óia eu aqui mano”? Seria por causa do velho jargão “não se misture com essa gentalha”?

Por favor, alguém me ajude a entender a “lógica” que permeia esses pensamentos dominante no Twitter? Isso, se existir.

É tão simples. Fulano é analfabeto e só escreve idiotice? Eu não vou segui-lo, pronto. Simples assim. Mas vai que esse fulano me siga, o que posso fazer por ele? Talvez não seja a oportunidade para fazermos o que nos é ensinado desde o jardim da infância, ajudar o próximo? Escrever coisas úteis, compartilhar bons textos e até piadinhas, porque ninguém é de ferro. Quem sabe o fulano não aprenda algo com o seu “guia” e se torne um dia tão cool quanto ele, pioneiro do Twitter, espécie de Pedro Álvares Cabral twitteiro.

Eu não sou uma pessoa politicamente correta. Leio o GTO, dou risadas orgásticas das pérolas escritas nos fóruns de discussões, mas isso não faz de mim melhor que os outros. Até porque não sei de tudo e posso soltar uma pérola em algum asunto o qual não domino.

Sinceramente, na minha opinião, não querer que as pessoas com pouca escolaridade, instrução ou nível “$ócio-econômico” baixo adentrem ao twitter é igual a não deixar as empregadas domésticas usar o elevador social.

Negar ou ser contra a inclusão da “baixa-renda” nas chamadas “novas redes sociais” é preconteituoso, é elitista, é mesquinho.

Pensem nisso!

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