Postado por Fabíola Ariadne e Priscila em 14 de abril de 2009 na categoria
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Resolvemos abordar neste blog os pecados capitais e o primeiro que nos veio a cabeça foi este, a Ira. Não só porque este é um dos pecados capitais mais frequente em nossas vidas, mas também porque foi graças a este pecado que hoje nós podemos contar duas histórias dramáticas e orgásticas.
Momento “Sr. Donizildo” Fabíola:
Eu morava em um apartamento em que a janela do meu quarto era em frente a parede do outro apartamento, uns 5 metros de distância, e nessa parede havia somente uma janela basculante de banheiro, daquelas janelas pequeninas que os vidros são todos rabiscados e que para você ver algo do lado de fora é preciso subir em um banco e por o rosto somente na altura dos olhos pela fresta, porque a cabeça não passa.
Então, eu saía do banho e ficava a vontade para cumprir o ritual pós banho de mulherzinha: hidratante, pentear o cabelo, verificar a pele do rosto… Até que um dia vi um vulto na janela do banheiro vizinho e um olho esbugalhado. O lazarento do meu vizinho havia subido em um banco para me espiar. Como eu conhecia a mãe do fulano e meu irmão era conhecido dele eu somente fechei a cortina bem na cara dele, de forma bem abrupta para que ele percebesse que eu vi. E pronto. Umas duas semanas depois, saí do banho com uma toalha enrolada no corpo e outra na cabeça quando vi na janela do banheiro do vizinho uma sigla: JVC! Sim, aquelas filmadoras! Parada cardíaca na hora. Foi a primeira vez na minha vida em que perdi as estribeiras. Fingi que não havia visto nada, fui até a cozinha, peguei dois ovos, calmamente me dirigi a janela do meu quarto e joguei os ovos na janela do banheiro do FDP, um não acertou, o outro pegou bem na câmera. Puta da vida ainda, com dois mega passos de monstro da neve, pé grande ou qualquer outra coisa que tenha passos largos e pesados cheguei na porta da casa do maldito e esmurrei a porta dele, gritava: sai daí seu idiota, vem me filmar agora que eu te mato… Nisso, vizinhos já tentavam me acalmar e meu irmão ligava para o meu pai. Reclamei com a síndica, meu irmão ficou proibido de falar com ele e meu pai queria voltar de viagem para conversar com a mãe do lazarento. Mas, nenhuma medida foi tomada porque em menos de um mês ele se mudou! E claro, neste mês em que ele ainda foi meu vizinho ninguém mais o viu.
Momento “Sr. Donizildo” Priscila:
Destruí um casamento. Não, não sou uma vadia. O lance é que eu morava em frente a uma igreja evangélica e imaginem o dia que você chega em casa querendo cama depois de um dia de cão… Pois é, quando cheguei na minha casa a calçada estava ocupada por um gol marrom impossibilitande a entrada em minha garagem. Quem compra um gol marrom? Alguém que quer foder com o casamento do amigo! Fui toda humilde até a esposa do pastor e pedi que anunciasse para o dono do calhambeque sair da minha garagem, mas ela disse que eu teria que esperar o casamento acabar. Seu Donizildo era fichinha perto de mim. Comecei a gritar perguntando de quem era o tal gol marrom. A cara da noiva era de dar dó, tadinha… Nesse dia, ocupei o lugar de maluca da rua e ganhei minha passagem na primeira classe para o inferno, mas consegui dormir antes do fim do casamento.
E aí, tem alguém que já sentiu esse pecado capital para nos contar? O espírito do senhor Donizildo já baixou em algum leitor desse blog?
Tags:furiosos, homens, igreja, imapaciência, ira, pecado capital, raiva, senhor donizildo
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Postado por Priscila em 8 de abril de 2009 na categoria
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Uma vez quase terminei um namoro por causa do Vin Diesel. Ganhei uma revista onde a capa era uma foto do perfeito-ator-gato-gostoso, recheada com inúmeras imagens dele sem camisa, se é que algum dia ele já vestiu uma. Os invejosos dizem que ele é careca e a única coisa que ele tem pra oferecer são os músculos.Discordo. Aquela voz também é tudo de bom. Ah, e o que mais nós queremos? Ele tem personalidade, pegada e cara de mal.
Meu namorado tomou a revista das minhas mãos, jogou-a em cima da casa e ainda me proibiu de contar o feito pras minhas amigas. Agora me pergunto: Qual a graça de ter amigas se não falamos mal do nosso namorado pra elas? As minhas sabiam até a extensão do pênis do pobre coitado… Por que também não saber de uma cena digna de uma criança de 5 anos? Nem pensei duas vezes. Contei e fiquei uma semana sem falar com ele. Não achei graça nenhuma em ficar sem minha revistinha. Acho que tudo tem limite, com exceção da minha obsessão por sapatos e o número de dígitos que gostaria de ter na minha conta bancária.
Dei muitas voltas, mas é bem aí que quero chegar. Orkut, blog, twitter são formas de colocar todos a par do que nos acontece. Disponibilizamos informações de nosso cotidiano de forma dramática, orgástica ou até mesmo, desinteressante. Aproveitamos para engrandecer ou envergonhar nossos amigos, já que nesse meio todos são íntimos.
No orkut mandamos beijinhos, parabenizamos, escrevemos depoimentos e desejamos um ótimo final de semana para pessoas que mal conhecemos. Por outro lado, também podemos deixar alguém muito envergonhado nos auto afirmando de maneira covarde ou infantil. Acredito na máxima: “Não faça aos outros aquilo que não gostaria que fosse feito com você”.
Acredito, mas nem sempre coloco em prática. Porém,eu jamais jogaria fora a foto autografada que meu ex tinha da Mel Lisboa, jamais! Afinal, quem guardaria uma foto autografada da Mel Lisboa? Deixa quieto.
Difícil estabelecer um limite para tais brincadeiras, mesmo porque faço parte do time “bateu, levou”, mas com um pouco de bom senso qualquer um consegue perceber que o limite é o respeito, e que todos, independente de qualquer coisa, merecemos ser respeitados. Com exceção é claro, das mulheres que usam sandália com salto de acrílico. Por outro lado, também existem os coitadinhos: pessoas que adoram uma brincadeirinha, mas quando alguém responde a altura ou realmente dá um nocaute, esse se coloca no papel do eterno injustiçado, se transformando, de garoto enxaqueca a Cirilo da novela Carrossel, num eterno: “Eu só quis dizer”.
Ter maturidade e bom humor para aceitar brincadeiras é um aprendizado muito importante que levamos por toda nossa existência. Pedir desculpas é também algo muito digno, já que a vida nos oferece oportunidade de experimentar os dois lados da situação.
Tags:a maldição do salto de acrílico, desculpas, furiosos, homens, mulher, twitter, velozes
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Postado por Fabíola Ariadne em 27 de fevereiro de 2009 na categoria
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Carnaval de país desenvolvido.
Oficialmente o ano começou dia 1º de janeiro, mas de fato começará na próxima segunda-feira, dia em que iniciarei a dieta, a malhação, que terei boas ideias no trabalho e, quiçá, para este blog. Claro que o período “ano” para essas coisas compreende no máximo trinta dias. Mas, então, o carnaval passou.
É in, moderninho, cult falar que odeia carnaval, que cinco dias de feriado é coisa de país de terceiro mundo e por isso o Brasil é subdesenvolvido(claro, concentração de riqueza, impostos absurdos não tem nada a ver, o lance é feriado e a dívida externa – Oi quinta série!). Sabe o que acho? Foda-se quem odeia o carnaval, eu o amo. Tô nem aí para quem odeia o carnaval, para quem ama passar o carnaval atrás de trio elétrico, frevo, maracatu, samba, gala gay ou fazendo outras coisas de país subdesenvolvido. O importante é que eu não trabalho por quatro dias (-Oi terceiro mundo!) e ainda posso fazer um monte de coisa que gosto.
E a cada ano gosto de uma coisa diferente. Às vezes quero ficar em casa vendo filmes e comendo muito, geralmente isso ocorre quando não tenho dinheiro para viajar. Outros anos combino com amigos de viajar para alguma cidade do interior que tenha carnaval de rua, the best. Você fica ali na calçada da fuzaca vendo os bêbados cair e levantar, os playboy e as patricinhas cantarem em coro “Poeiraaaa” achando que estão arrasando. Ah, claro, e tem ano que passo em alguma fazenda, sítio ou currutela que o valha com o namorado que era todo animado antes de te conhecer e que de repente não gosta de mais nada. Enfim…algo sempre acontece.
Mas, há anos em que não surge nenhuma combinação, o tédio aparece e aquele convite para ir para o apartamento em Caldas Novas* de um velho amigo que você não vê há anos (que você sabe que é latada) vira, de repente um convite para o paraíso.
E foi numa dessas que avisei a Priscila que em algumas horas estaríamos em Caldas Novas no AP de um velho amigo para abalar no carnaval.
Cento e sessenta e sete quilometros, um pequeno congestionamentozinho por causa de um motoqueiro morto na estrada, uma parada no posto policial para O guarda nos informar o caminho mais rápido e dois litros de coca-cola depois chegamos. Ninguém no AP, todos tinham ido para a Pousada do Rio Quente assistir o show do incrivel-master-mega-ultra-motherfucker Fatboy Slim, para mim apenas ninguém (odeio música eletrônica). Claro que não iríamos gastar os olhos e as pregas para ver um povo doido dentro de piscinas onde a coisa mais higiênica que bóia por lá em temporada é OB. Vestimos um biquini e fomos relaxar nas piscinas do condomínio mesmo. Algumas horas depois, decidimos que estava na hora de agradecer a estadia arrumando o AP que estava um nojo. Apesar de termos visto malas femininas, o apErtamento parecia estar ocupado por vikings.
Lavamos todas as louças, varremos o chão e para não atrapalhar a faxina colocamos nossas malas em um quarto que aparentemente era de meninas.
Chegam algumas pessoas:
-Oi, quem são vocês?
-Olá nós somos as fadas da limpeza e viemos aqui só para limpar a bagunça que vocês fizeram somos convidadas do DONO da casa.
-Ah, legal, vocês vão dormir aonde? (frase dita por uma menina, claro).
Antes mesmo de respondermos, um menino disse: -Não preocupem-se, aqui é igual coração de mãe.
Nem preciso dizer que a guerra contra as porcas da casa estava declarada ne?
Passa um pouco o dono do AP chega com uma menina, nos cumprimenta e já entra para o quarto com a mesma. Nisso, o resto das meninas chegam todas sujas, naquela bagaça, diz um oi e entram para o quarto em que estavam as nossas malas. De repente, nossas malas são colocadas no meio da sala, NO MEIO DA SALA. Parada cardíaca na hora, lógico.
Como nós somos garotas quase educadas na Europa, em colégio suíço, levantamos do sofá, pegamos nossa viola, enfiamos no saco e falamos: tchau para vocês.
Na mesma hora, meu amigo sai do quarto com a bermuda elevada horizontalmente(sacaram?) dizendo: -não, vocês não vão embora agora, já é noite, é perigoso, vocês vão dormir na minha suíte!
Issooooooo, nós vamos dormir no quarto de um homem que está com um bermudão horizontalmente comprido!
Não teve choro nem vela, fomos embora na hora, porém eram dez horas da noite, voltar para casa não era uma boa ideia. Rodamos todos os hotéis da cidade e não achamos nenhum. Decidimos passar a noite em claro na praça da cidade vendo os carros tunados com piriguetes em pencas dançando para zaparmos para casa no dia seguinte. Mas, não aguentamos nem meia hora de “Quando ele me vê ela desce, piri, piri, piri, piriguete…”.
Tomamos a decisão então, iríamos embora e “seja o que Dels quiser”. Fomos, quando passamos no posto policial O guarda (citado no início do post) nos aconselhou a não ir porque a estrada estava muito perigosa. Até ofereceu a garagem do posto para dormimos (-Oi filmes de terror!). Mas não aceitamos, voltamos para a cidade e vimos uma pensão daquelas. Lógico que na hora pensamos que haveria vaga, quem iria dormir ali?
Hippies! Só havia um quarto disponível e que estava reservado para o dia seguinte, poderíamos dormir lá desde que fôssemos embora antes das dez horas da manhã.
Nunca um quarto de pensão foi tão abençoado por nós. Nem é preciso dizer que a o colchão era sapeca neguim, o chão era batido coberto de cêra verde … Enfim:

O quarto!
O importante é que conseguimos dormir e no outro dia voltamos a nossa querida cidade vazia no carnaval, Goiânia e que aprendemos a lição: convite de amigo que você não vê há anos de C# é RO**.
E adivinha quem vendeu o AP de Caldas e comprou uma casa no lago em Três Ranchos e nos convidou para passar este carnaval lá?
*(cidade no interior de Goiás cuja as águas são termais, portanto é super classe média ter no mínio um Ap por lá)
Tags:caldas novas, carnaval, férias, furiosos, mulher, tuning, Verão, vergonha
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Postado por Priscila em 18 de fevereiro de 2009 na categoria
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#nossasenhoradeaparecida
Não posso negar que tenho uma paixão pelo Vin Diesel. Ai, ai, ele realmente desperta meu lado mulherzinha…Não vou fazer um texto sobre essa paixão, embora no mundo das idéias,aquele mundinho que o Platão criou, eu e Vin vivemos um romance de dar inveja a Jack e Rose.
Não falarei do Vin Diesel , escolhi esse tema por outra razão: hoje uma colega veio contar que durante as férias resolveu tirar a carteira de habilitação. Resultado: reprovou na prova de carro e passou na de moto. Comecei então a pensar nessa fase (década de 90) da minha vida. Digo fase porque fiz a prova de volante cinco vezes. Pausa para risos, piadas, para alguém proferir a famosa frase: “Mulher no volante, perigo constante” e para quem já me conhece elaborar uma face de espanto.
Nunca contei a ninguém esse meu feito. Sim, conto detalhes do meu romance tórrido com Vin para minhas amigas, mas minhas fraquezas escondo até do meu anjo da guarda.
Na minha primeira vez, me preparei bem, estava confiante, linda e perfumada. Sabia que o sucesso seria certo e que tudo sairia conforme planejado, pois embora fosse minha primeira vez, já havia treinado muito com minhas amigas. Resultado: Brochei! Foi foda mesmo! Cheguei ao Detran-go às 8:00 da manhã e quando fui convocada a demonstrar minhas habilidades já eram 14:00 hrs. Brochei mesmo, mas me senti apoiada por todos, afinal, aquilo nunca havia me acontecido antes.
Na minha segunda vez não me senti nada apoiada, além daquilo já ter me acontecido antes eu havia marcado uma viagem para a chácara de uma amiga e todos iriam comigo.
No Priscila 3 “A missão”, saí chorando mesmo. O clima na minha casa mudou completamente. Minha mãe, pessoa nada discreta, falou na lata: “Eu tinha 35 anos quando tirei minha carta, era no Serra Dourada, tudo era mais difícil, o carro era um chevette a álcool e eu não errei nada”. Nesse momento conclui que minha mãe era o próprio Chuck Norris ao volante.
Na quarta vez, posso dizer que fui programada para matar. Não, não estava nervosa, se foi o que pensaram, é que quase matei uma pessoa. Nunca vi mulher mais decidida e confiante… A prova se iniciou tranquilamente. Minhas pernas não dançavam sozinhas como das últimas vezes, o examinador nem perguntou se eu estava com frio ou se sofria de algum tipo de asma, e melhor ainda, não tive que parar para procurar o celular dentro da bolsa.
Quando fui informada que poderíamos sair do Detran nem acreditei, quase soltei o volante para bater palmas de alegria, mas me contive. Das últimas vezes eu mal dirigia 500 metros e já tinha que voltar ao estacionamento. Saí tão alegre, dirigindo o humilde corsa, que me tornei instantaneamente daltônica. O sinal estava vermelho, mas eu juro que vi a cor verde. Foi por um triz que não atropelei um passante.Viu como tudo sempre pode ficar pior? Nessa altura dos acontecimentos, minha mãe já queria me dar uma nova bicicleta. A pracinha era lugar proibido pra mim… Imagina só, se eu iria voltar a freqüentá-la de bike. Nunca!
Como o universo resolveu conspirar a meu favor, eu não sei, o fato é que minha mãe conheceu a esposa de um fodão do Detran-go e pediu um favorzinho pessoal pra ela, já eu, digo que o que essa mulher fez por mim foi um fenômeno não identificado, digno de ser pesquisado pelo padre Quevedo. E finalmente, na quinta vez … Pimba!
Tags:auto escola, carro, carteira, furiosos, mulher, tuning, velozes, vergonha
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