Vergonha alheia
Bater em mãe? Usar sapato com salto de acrílico? Tatuagem de hena? Esquecer a carteira na hora de pagar a conta? Nada disso compara-se a vergonha que nós passamos no final de semana passado.
Fulana, amiga que não víamos há longas datas, nos ligou convidando para um churrasco na casa do namorado dela, onde iríamos ser apresentadas a alguns de seus amigos que, segundo ela, seriam “super gente boa”.
Vindo da fulana já sabíamos que o churras nos garantiria, no mínimo, risadas orgásticas. Mas, desta vez ela se superou. Eis que a visão do inferno surge na porta de minha casa.

A camionete do Máskara
Vocês tem noção do que sentimos ao ver um carro assim? Pra vocês, homens distintos seria o mesmo que ir ao aniversário do seu chefe com uma loira platinada, de calça saint tropez com a marquinha da parte de baixo do biquíni a mostra, a famosa marca de suspensório.
Mas não era só o “visual” da camionete, tinha mais. De repente, a coisa cresceu. Hahaha, ela tinha o que o dono orgulhosamente chamava de suspensão a vácuo.
E, ainda por cima, o carro dançava o Créu! O idiota começou a apertar o acelerador e a embregagem e num movimento completamente de sobe e desce, a carroceria começou a desenvolver a velocidade preferida da mulher melancia .E lá fomos nós seguindo o carro alegórico pelas ruas de Gyn city.
E sabe como isso terminou? Conosco dando meio volta na porta da casa do churrasqueiro explicando o porquê de irmos embora: -O poodle da minha tia acabou de falecer, tenho que ir embora. Beijonãomeliga. Estávamos cansadas e irritadas demais para assistir ao show de horrores.
Por favor, alguém nos explica o que leva os meninos a fazerem isso com o próprio carro. Por que alguém compra um carro alto para rebaixar? Por que alguém pinta de verde o próprio carro?

