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Manual de sobrevivência em elevador

Postado por Fabíola Ariadne em 14 de julho de 2010 na categoria Sem categoria

Três é o número de vezes que elevadores já estragaram comigo dentro. Uma vez por falta de energia e outras duas pela qualidade da máquina. Por isso, me considero uma sobrevivente, pois em nenhuma das vezes eu desmaiei, tive um ataque ou matei o responsável, e, portanto estou apta para falar sobre algumas técnicas de sobrevivência em elevadores.

Antes, quero alertar que este manual é para elevadores de órgãos públicos, que geralmente estão caindo aos pedaços, exceto se o órgão público for de arrecadação, como por exemplo Secretarias da Fazenda, pois tudo nessas secretarias funciona perfeitamente. O mesmo não ocorre quando o órgão não trabalha com bufunfa, e sim, com deveres constitucionais do Estado como,  saúde, educação e segurança pública. Acho que serve também para elevadores de prédio de pobre, apesar que, geralmente, estes edifícios não são dotados de elevadores, mas fica a dica.

Primeiro. É  clichê, mas necessário: mantenha a calma. Porque se começar a pensar “vai cair, vai despencar”, você pode desmaiar e não vai ter oportunidade de seguir o meu manual, pois ele não prevê casos de desmaios. E, como você verá adiante, tenho uma técnica caso o elevador despenque.

Segundo. Nunca entre em um elevador sem portar um celular. Pode estar até sem crédito, já que a ligação para os bombeiros é grátis.

Terceiro. Verifique se o elevador parou em um andar ou no intervalo entre os andares. Se ele parou em algum andar grite, mas por tratar-se de prédio público pode ser que não tenha ninguém, aí é que entra o celular. Você liga para alguém do prédio se houver conhecidos nele, ou para alguém que te ame e não vai achar engraçado você estar preso em um elevador (indireta para alguém) e avise o corrido. Porque vai que você morre e ninguém dá falta! Se ninguém aparecer para te ajudar, ligue imediatamente para os bombeiros e grite: corre!

Quarto. Provavelmente o elevador terá uma queda livre de alguns centímetros, da última vez que fiquei presa foram 3 vezes. Mas, mantenha calma e creia que foi somente para ele se encaixar melhor nas barras de segurança. Eu não sei se isso existe, mas se eu creio em São Longuinho, por que não crer nas barras de segurança?

Quinto.  Se tiver mais gente no elevador tente manter a calma e a conversa enaltecedora. Não fale que existem ratos roedores de cabo de aço no prédio, ou que é mentira a história que existem molas no fundo do poço. Fale do tempo, ou, se for do seu feitio, comece um pai nosso.

Sexto. Quando você começar a suar em bica, um minuto depois aproximadamente, não tire a roupa, pois apesar de não haver câmeras de segurança no elevador, o bendito poderá voltar a funcionar e abrir a porta de uma vez. Aguente firme, lembre-se que você está até perdendo umas calorias.

E por último, o mais importante, é a técnica de sobrevivência em quedas livres de elevadores. Inspirei-me em Leonardo Di Caprio, no filme Titanic para desenvovê-la. Lembram-se quando o oceano suga o Titanic e o Léo corre para a proa? Então, quando o elevador despencar, calcule imediatamente o tempo que ele levará para se esborrachar no chão e quando ele for atingir o solo você dá um pulo. Mas bem alto, não é pulinho de réveillon não, é pulo da altura fogo-foguinho. Porque segundo as leis da física, aplicada no caso da queda do elevador, quando você pular irá adquirir a mesma força e velocidade do corpo em movimento!!! É a Lei de Newton minha gente: Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele”. Logo, o que você tem que guardar é a hora do vamô pulá!

É isso gente, mantenham a calma, e em último caso pule.

Se alguém usar este manual, favor postar seu testemunho.

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Fã-bíola. E com hífen!

Postado por Fabíola Ariadne em 2 de julho de 2010 na categoria Sem categoria
Ontem saí da dieta e fui tomar uma café amigo em uma cafeteria bastante frequentada por políticos.
Estava lá, sozinha, fazendo minha pose de gente importante, quando a garçonete me pergunta:
- Moça, você conhece a dupla Rick e Renner? Aquele ali não é o Renner?
- Conheço a dupla, mas não sei se é o Renner.
Mas, neste exato momento, quando a garçonete estava ao meu lado, um dos rapazes que estava na mesa do suposto Renner levanta e passa ao nosso lado e é indagado pela garçonete sobre a presença do cantor. O rapaz confirma que aquele é o próprio sertanejo e imediatamente vira para mim e diz:
- Você que mandou ela perguntar, né?
Gente, por acaso eu tenho cara de pessoa que quer saber quem é ou deixa de ser Rick e Renner? Se a garçonete não tivesse me indagado, para mim ele seria apenas mais uma pessoa anônima que estava no mesmo local que eu. Aliás, a única coisa que sei sobre esse cantor é que ele se envolveu em um acidente de trânsito que vitimou dois motoqueiros e, no dia posterior, deu entrevista sem o dente centroavante. Só!
Assunto encerrado? Não! A moçoila que estava acompanhando o grupo entrou na conversa:
- Tá bom, você não conhece ele mas vou te apresentar. Como você se chama?
- Eu não me chamo, mas meu nome é Fabíola.
-Renner, venha até aqui conhecer a Fabíola.
- Olá Fabíola, tudo bem? Eu sou o Renner, candidato ao senado por Goiás, vote em mim, meu número é 666.
- cri,cri,cri…
Cafeteria inteira me observando porque a mulher tinha classe e falava bem alto.
Enfim, fiz papel de fã timidazinha. E pior, fã do Rick e Renner.
Maldita garçonete!
E, alô TRE, olha a propaganda!

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Frases que irritam

Postado por Fabíola Ariadne em 18 de junho de 2010 na categoria Sem categoria

Não se preocupem pois acabei de espantar as moscas que sobrevoavam este blog.

E só um dia de muito mau humor para me fazer sair do ostracismo e vir aqui escrever sobre uma listinha.

Eu adoro uma lista e acabei de fazer uma de frases que odeio. São elas:

É pavê ou pacomê?

Pra te fudê tormento!

Eu não te mereço,você é boa demais pra mim.

E pelo desapego concluo que estava namorando a Madre Tereza, só pode.

Ele encontra-se agora ao lado do Deus Vivo.

Vivo para quem? Eu acho que ele preferiria continuar aqui do lado que Deus está fingindo de morto.

Vai ver a Mangueira entrar?

Vou ver a mangueira entrar no seu Salgueiro.

É para seu bem.

Se você quer o meu bem pega uma cerveja na geladeira e fecha a porta quando sair, ou seja, agora!

Ja ta comido?

Assim como a senhora sua mãe.

Pronto, mau humor off!

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Filhos, melhor não tê-los?

Postado por Fabíola Ariadne em 10 de maio de 2010 na categoria Sem categoria

Link da tirinha http://blog.drpepper.com.br/?p=706

Há anos e anos eu procuro uma resposa plausível, sem conotações religiosas e biológicas para a seguinte pergunta: Por que as pessoas tem filhos?

“Para garantir a espécie”, “porque Deus mandou na Bíblia”, “porque assim é a lei da evolução”, “porque é a forma mais sublime de amor”, “porque eu preciso de um pensão”, “porque eu preciso segurar esse homem”, “porque esqueci de tomar o anticoncepcional ou não usei camisinha”… Nunca achei uma respota que me convencesse.

Talvez, se eu achasse a tal resposta teria, também, uma resposta aceitável para uma pergunta de cunho existencial, se Deus existe mesmo por quê ele nos criou? Para brincar, assim como brincamos de The Sims?

Todas as respostas que me dão estão eivadas de egoísmo ou vaidade ou burrice mesmo.

Ter filhos para garantir a espécie: sinceramente, não vejo muita razão para continuarmos nossa espécie!

Deus mandou: por quê? E porque sim não é resposta.

Porque  é assim a lei da evolução: ok, acho que essa lei foi revogada.

Porque é a forma mais sublime de amor: quanto egoísmo! Ter um filho para experimentar um sentimento? Bom, eu não sinto falta daquilo que não conheço, então…

Porque preciso segurar um homem: essa não cola mais.

Porque preciso de pensão: sim, essa é uma resposta sincera e com fundo de verdade, mas nunca vi ninguém usá-la, só em acusações de sogras.

Alguém aí tem uma resposta melhor?

E já adianto que gosto de crianças sim, na verdade adoro. Pois sempre me perguntam se não gosto de crianças quando afirmo não ter motivos para ter filhos. Porém, lembro a estas pessoas que crianças só duram uns 10 anos, depois elas crescem e  dão um trabalho… Algumas criam blogs para escrever bobagens existenciais.

Por isso pensem bem antes de colocar mais uma criatura neste mundo!

P.S. Escrevi esse texto há 1 ano e 3 dias, resolvi publicá-lo hoje porque reli e achei interessante ver que mudei de opinião quanto a algumas “respostas.” Mas isso é assunto para outro post!

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Saudações proletárias!

Postado por Priscila em 1 de maio de 2010 na categoria Sem categoria


Engraçado o dia do trabalho ser considerado feriado… É isso aí, no dia do trabalho, descansamos.

Já ouvi que o trabalho dignifica o homem, não sei se foi na Bíblia ou na Veja, mas pra mim dá quase na mesma. Não acredito muito… Quanto ao fato do trabalho trazer dignidade acredito sim. Produzir é bom, se sentir útil também. Algumas pessoas não concordam, mas o grilo não é contra o trabalho, mas sim contra o patrão. Acho que o limite da dignidade choca com a idéia de exploração. Se sentir explorado é foda mesmo. Concordo.

Adoro o meu trabalho e nesse ponto sei que fiz a escolha certa. Estar em uma escola é uma experiência meio que louca mesmo. Surge de tudo. Gente doida, normal, bonita, feia, gorda, magra, brava, sonsa, deficiente, incoerente, pobre, rica, grosseira e gentil. Agora imagine todo mundo junto no mesmo espaço. Pra mim essa é a beleza de tudo. A riqueza da interação e do aprendizado. Mas como nem tudo são flores, infelizmente, os professores precisam trabalhar os três turnopara conseguir um salário digno, e é aí que o bicho pega e tudo se torna chato. Nos submetemos a cargas horárias exageradas, alguns para suprir necessidades básicas, como comida, já outros para adquirir o último lançamento do celular, do tênis da moda, ou a tão sonhada casa própria com o carro zero na garagem. Não critico, até entendo, afinal pertenço às duas classes citadas.

Deveríamos trabalhar o suficiente para termos prazer no exercício da função, seja ela qual for e não para suprir necessidades básicas, secundárias e terciárias. Sei que para a maioria das pessoas não é uma opção, mas sim uma necessidade. Talvez a opção por uma vida mais simples, seja também o caminho para maior satisfação na função desempenhada. Isso é claro, se os salários não fossem tão baixos, os empregos não explorassem tanto as pessoas e as coisas não fossem tão caras. De qualquer forma, agradeço por poder optar por trabalhar menos, levar uma vida mais simples, tomando menos champagne, comprando menos sapatos, mas em contra partida, tendo tempo para namorar, pedalar, internetar, dormir e o mais importante, ser feliz!

Agora, se vocês me dão licença, preciso bater meu ponto.

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