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Ó abre alas!

Postado por Fabíola Ariadne em 6 de março de 2011 na categoria Sem categoria

Quantas e quantas vezes me enfiei em algum interior de Goiás ou em alguma praia para passar o carnaval com amigos, dançando e bebendo como se não houvesse amanhã. Is a long, long time.
Agora, eis que estou aqui, no interior de São Paulo, em pleno sábado de carnaval, mas assistindo uma apresentação de orquestra sinfônica. Linda, que toca com emoção e que nos faz ter vontade de sair por aí tocando alguma coisa, poderia ser até um reco-reco, já que estamos em clima carnavalesco.
A orquestra que me deixou embasbacada foi a Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP), que se apresentou no majestoso “Theatro Pedro II” tocando grandes temas de filmes. O regente foi o maestro Claudio Cruz, ganhador de um Grammy e que já foi regente na Flórida, Holanda, Japão.

Querem saber o que rolou? Vem comigo.

1. Para começar tocaram a Fanfarra da 20th Century Fox, de Alfred Newman.


2. Depois a música que me fez lembrar, óbvio, do meu amigo O Cinemista. Confesso que ouvir a Marcha Imperial, quando não se tem um sabre de luz, dá um certo medo. Tentei achar o vídeo da OSRP tocando, mas não consegui. Então vai de uma outra orquestra mesmo ;)


3. Agora uma coisa luxuriosa, que me lembrou Priscila Linconl, quando dançávamos e certa vez coreografamos uma música que tinha um pouco a ver com o Tema da Pantera Cor de Rosa, de Henry Mancini.


4. Teve, ainda,  Cinema Paradiso, de Enio Morrico, que também é a música do meu curta metragem.

5. Teve o Zorro, sim, o tema do O cavaleiro solitário de Gionachino Rossini.


6. E teve a música que, se eu fosse homem e noivo, iria embalar a minha entrada na Igreja: Super Man do orgástico John Willians.


7. Teve o Oboé de Gabriel, do Ennio Morricone, outro compositor fodáximo que sempre está presente nos filmes do Tarantino, mas esta música pertenceu ao filme A missão. Nessa apresentação, houve um solo de um conterrâneo, que fez parte da Sinfônica de Goiás,o Rodrigo.
8. Não poderia faltar o tema do Marlboro de Sete homens e um destino, de Elmer Berntein.


9. Of course que teria o tema de O poderoso Chefão, de Nino Rota.
10. Agora a minha predileta, a que eu ouço e suspiro na hora em que a mocinha também suspira, Por una cabeza de Carlos Grael.


11. Teve Moon River, de Henry Manccini, do Bonequinha de Luxo.
12. E depois a longa música do E.T. Longa mesmo, e emocionate. Dez minutos para você observar todos os instrumentos.
13. E teve a música do filme da Sofia, que não é a Copolla, E o vento levou, de Max Steiner.
14. Outra que não poderia faltar, Raiders March, de John Williams, do filme Indiana Jones e os Caçadores da Arca perdida. Consegui achar no youtube a OSRP tocando.


15. E por fim, a que enche os olhos de qualquer um, Over the rainbow, de Harol Arlen, do filme O mágico de Oz. Nesta, houve a participação de uma garotinha, que cantou com sua bela voz suave e afinada, a Tâmisa. Aplaudida de pé.


Um espetáculo de encher o coração.

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Viver e deixar viver

Postado por Fabíola Ariadne em 24 de novembro de 2010 na categoria Sem categoria

Eu pensei que não poderia sentir emoção, em shows, maior do que a vivida no do Bon Jovi, meu ídolo na adolescência, mas estava enganada. Sir Paul McCartney me fez sentir algo que nunca havia sentido antes, a impressão de que acompanhei a carreira de uma pessoa que nasceu 40 anos antes de mim. Mas, a verdadade é que as músicas dele e dos Beatles é que acompanham a minha “carreira”.

Quando ele surgiu no palco, com seu blazer azul, ovacionado por 65 mil pessoas, não teve como não encher os olhos de lágrimas e gritar. Indescrítivel a sensação que dominou a multidão, antes mesmo dele dar um pio. E era apenas o começo.

Venus And Mars, Rock show, Jet e All my loving, para eu ter meu segundo surto. Alucinei. Ouvir um Beatle cantando ali , pertinho de mim, essa música que amo. Que ouvi quando tinha uns dez anos, quando conheci uma banda cover composta por garotos da mesma idade que eu, e que fazia show nos shopping’s de Goiânia, o Bitkids Revolution (hoje um deles toca na Banda Pedra Letícia, o Tom Júnior). E foi nesta época que elegi minha música predileta dos Beatles, I want hold your hand, que infelizmente Paul não cantou.


Não me lembro quando conheci The Beatles, pode ter sido na barriga de minha mãe, mas me lembro que meu pai tinha um disco deles e várias fitas, e que nas manhãs de sábados eu ajudava minha mãe arrumar a casa ouvindo e dançando Ob-la-di Ob-la-da, Twist and Shout, Help, Hey Jude (que ele cantou).

E Beatles, Paul, não foi uma fase da minha vida, não são músicas que lembram determinada época ou momento, definitivamente não. São músicas que sempre ouvi, em dias felizes, tristes, em dias normais. Mas, que agora serão mais especiais ainda.

Ouvir Paul falando em português que iria cantar a música que ele escreveu “para meu amigo John”, Here Today, mudou a minha forma de ouví-la. O mesmo aconteceu com Something e My love, que ele dedicou, respectivamente, ao George e “pra minha gatinha Linda”.

Depois, chorei mais, quando ele cantou A day in the life/Give peace a chance e balões brancos cobriram o Morumbi, uma homenagem previamente combinada entre os fãs para Macca. E ele se emocionou.

Mas, nem só de choro eu vivi. Teve os momentos alucinantes, Helter Skelter, Live and let die com muita psicodelia nos telões (HD queridos) e pirotecnia. Pulei, pulei e pulei. Alto.

Ri do seu humor inglês, alisando seus britânicos suspensórios, retirando um chapéu imaginário para a platéia, inventando uma batida para falar por dois minutos San Paloooooo.

Liguei meu celular para iluminar o Morumbi quando ele cantou Let it be.

E quase morri quando ele tocou a música que mais esperava: I’ve just seen a face. Amo essa música ao cubo, porque ela é country rock, porque a letra é fofa e me faz querer dançar em círculos, estralando os dedos.

Eu acabei de ver um rosto, eu não posso esquecer quando ou onde nós nos conhecemos.Ela é a garota para mim e eu quero que o mundo inteiro veja que nos conhecemos.

Enfim, eu sei que este foi o show da minha vida, já que Freddie Mercury não está mais entre nós para superar esse espetáculo.

Obrigada Geraldo Neto, por ter me proporcionado um dos melhores momentos da minha vida, por ter me erguido para que eu pudesse ver o Paul, pequenino lá no fundo, por ter brigado pouco comigo quando, depois de ter andado mais de 3 km e quase circulado o Morumbi, enfureci e furei a fila de entrada.

P.S. Eu sei que não deveria ter furado a fila, que odeio gente que faz isso. Arrependi-me, desculpa aê.

P.S.2. Post escrito em lágrimas, que eu sei que nunca serão superadas. Sempre me lembrarei emocionada desse dia, mas com um sorriso na face.

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These Days

Postado por Fabíola Ariadne em 18 de outubro de 2010 na categoria Sem categoria

Foto de Gustavo Vara

Eu fui ao show do Bon Jovi … *gritos histéricos*.

Os cabelos já não são os mesmos, nem as bochechas, mas a voz, o sorriso e o olhar ainda são iguais aos que me fazia suspirar durante a adolescência, que me fez colar pôsteres na parede do quarto e, consequentemente, fez a minha mãe surtar.

Escutar as músicas da banda é, para mim, voltar ao passado, 1996, quando o ápice da felicidade era ajudar uma amiga a descer o carro de sua mãe da garagem em silêncio, colocar Bon Jovi no último e passar na porta dos barzinhos ouvindo Someday I’ll be Saturday Night. E só! Tínhamos que devolver o carro antes que a mãe acordasse da soneca pós-almoço de domingo.

Bon Jovi, ou Jon Bon Jovi, como o conheci, foi o cantor que marcou a minha vida de estudante durante o ensino fundamental,o médio e os primeiros anos da faculdade. Ouvir, ao vivo, tocar as músicas que me lembram tantas boas histórias, foi uma das maiores emoções que já senti na vida.

Tive a sorte de ouvir a banda tocar duas, das três músicas que mais queria ouvir. A já citada Someday I’ll be Saturday Night e Livin’on a Prayer, faltou Misunderstood, mas tudo bem. Teve Runaway, Born to be my baby, Blood on blood, You give love a bad name, These Days (a minha 4ª preferida), e mais um monte. Foram TRÊS horas de show! Três horas de muita felicidade.

Vou colocar três vídeos do show em Sampa que achei no youtube, para vocês terem uma pequena noção do que foi esse espetáculo.

Primeiro, o momento “cereja do bolo”, ele cantando Pretty Woman com direito a caras e bocas.

O segundo vídeo é a “minha música”, que me fez chorar sorrindo. Detalhe para a camiseta que deixava a mostra a tatoo do Superman.

E These Days.

E mês que vem tem Paul McCartney. Ai, ai, ai!

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Araguaia

Postado por Fabíola Ariadne em 27 de setembro de 2010 na categoria Sem categoria

Quando eu era pequena, há pouco tempo, esperava ansiosamente chegar o mês de julho para poder viajar para uma colônia de férias à beira do Rio Araguaia. Para quem não conhece, o Rio Araguaia é o rio que faz a divisa natural entre Goiás e Mato Grosso. Em julho, na época da seca, as águas do rio abaixam o nível e em seu leito surgem lindas praias de areia branca e quente. Para mim, o Araguaia só tem um defeito, comum a todos os rios, os mosquitos.

E foi sobre esse lindo cenário que fui convidada para assistir ao documentário “As vozes do Araguaia”, na sexta-feira passada, pelo departamento de mídias sociais da Rede Globo.

“As Vozes do Araguaia” é um projeto que apresenta de maneira sensível e envolvente a região do Araguaia através de imagens emocionantes e depoimentos verdadeiros de seus habitantes. O projeto é parte integrante das ações de lançamento da próxima novela das seis, ‘Araguaia’, que estreia dia 27 de setembro. A criação é da nova Divisão de Comunicação Transmídia da TV Globo, que realizou um extenso trabalho de pesquisa para identificar e localizar moradores e visitantes do lugar, que na época da estiagem, de julho a setembro, vê sua população multiplicar por causa do turismo atraídopelo surgimento das belas praias e ilhas de areias brancas. Fonte: Luciana Lacerda, Gerente de Conteúdo Transmídia da Central Globo de Comunicação.

No evento promovido para os blogueiros goianos, foi divulgada também, a nova novela da Rede Globo “Araguaia”, a primeira novela das seis a ser exibida em HD. Nada mais justo, pois acho que nem em HD é possível sentir a beleza do pôr do Sol no Rio Araguaia. Aliás, tudo que é bonito visto através da televisão é ainda mais belo ao vivo, por exemplo, o Edson Celulari. O bonitão participou do evento e olha, babei. Lindo!

Edson Celulari fez questão que o quadro de Poteiro aparecesse na foto. *E suspira*

Ele falou muito sobre a gastronomia goiana, disse que gostou do sabor do pequi, elogiou a arquitetura de Goiânia e que anda preferindo a opinião de blogueiros do que a dos críticos jornalísticos sobre suas peças teatrais. Mas, apesar de estar antenado na “interwebs”, disse que não pensa em criar um twitter para si, pois não tem interesse em expor o seu dia a dia. Achei o ex-marido da Cláudia Raia, além de lindo, claro, uma simpatia de pessoa, e ainda aprendi um truque com o bonitão de olhos azuis. Ele tem uma tática política para responder aos colegas que o indaga sobre a qualidade de algum espetáculo teatral que não o agradou, que consiste apenas em erguer o dedo indicador, fazer cara de malandro e dizer: Mas você, hein! Adotei a expressão para a minha vida!

Enfim, foi um ótimo evento. Conheci novos blogueiros goianos, o Celulari, tive uma noção de como são os bastidores e a criação de uma novela e percebi que vou adorar a trilha sonora de Araguaia pelo simples fato do vídeo de divulgação ser embalado pela música Tocando em Frente, do Almir Sater e Renato Teixeira. Linda!

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História de vó.

Postado por Fabíola Ariadne em 30 de agosto de 2010 na categoria Sem categoria

Hoje é aniversário da minha vó. Uma virginiana, como eu e Priscila Linconl, aliás, como Luana Piovani que aniversaria hoje também. Logo, imaginem o gênio da senhorinha. E eu a amo mesmo assim, com seus defeitos quase iguais aos meus, e suas qualidades diferentes das minhas. Admiro sua coragem, atitude e perseverança. E só para demosntrar um pouquinho do que digo, contarei uma história que tomei conhecimento num dia em que tomávamos chá e comíamos bolo de fubá, coisa de vó!

Ela era pequena, tinha apenas nove anos e uma vontade enorme de usar brincos, mas nem as orelhas furadas tinha. Morava em uma fazenda e ficava encantada quando via alguma mulher adornada com tal objeto. Desejava profundamente usar brincos.

Um dia ela ganhou um pintinho de uma vizinha, e viu nesse fato a possibilidade de realizar seu sonho. Torceu e esperou que o pintinho se tornasse uma galinha. E foi o que aconteceu. Esperta, tratou de fazer com que a galinha procriasse. E vigiava todos os ovos que a penosa botava, para que ninguém comesse. E assim, de um pintinho, minha vó fez vários franguinhos.

Até que um dia um mascate passou pela fazenda e aceitou trocar os vários franguinhos por um par de brincos de latão.

Com o par de brincos nas mãos, ela pediu que sua tia furasse suas orelhas. E no banheiro da casa em que ela morava, com a haste pontiaguda do próprio brinco, sem anestésico, e sem sentir dor, tamanha era sua felicidade, ela usou seu primeiro par de brincos.

Não sei se foi o primeiro desejo que ela realizava na vida, mas com certeza foi um que ela nunca esqueceu. E uma história que eu nunca esquecerei.

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