Dia do errado

Postado por Fabíola Ariadne em 6 de outubro de 2011 na categoria Sem categoria

Ontem usei o meu espaço internacional de reclamações para falar dos porcões que jogam lixo na rua e uma pessoa me perguntou: -Você é sempre certinha?

Claro que não, gente. Eu procuro me policiar, porém, às vezes acabo fazendo uma coisinha errada. Mas, procuro obedecer a máxima “o meu direito termina onde começa o do próximo”.

Não nego que tem dia que isso cansa, até porque a recíproca muitas vezes não ocorre. E em um desses momentos de raiva tive uma idéia absurda, mas legal. Nós, quando nascemos, poderíamos ser agraciado com uma licença para o exercer o dia do errado. Por exemplo, eu ganharia o dia 22 de dezembro.

Nesse dia eu poderia parar nas vagas dos portadores de necessidades especiais. E, poderia mandar todos os colegas de trabalho para a PQP, aliás, eu não trabalharia nesse dia, nem ligaria lá para mandar o recado.

Aí vocês me perguntam: -Fabíola, poderia roubar,matar, estuprar? Claro que não! Não poderia cometer nenhum crime, apenas algumas contravenções penais e sociais.

Nesse dia eu iria acordar e comer 3 pacotes de bolacha passatempo e todo pão com manteiga que coubesse no meu estômago junto com 2 litros de milkshake de chocolate,  depois iria ver Bob Esponja e esperar a Lazanha 4 queijos do almoço. Para sobremesa, brigadeiro. No lanche da tarde comeria Nutella à colheradas. Ah, e colocaria a Nuttela na geladeira e tiraria a manteiga da geladeira. Tenho culpa se gosto de comer Nutella pura e durinha?

Depois, iria até a igreja da minha tia assistir a missa e debater tudo que o padre falasse. Após, o destino seria o shopping, que estaria lotado por ser véspera do Natal, pararia meu carro na vaga em frente a porta, dava uma volta pisando no pé de todos que atravessassem o meu caminho, munida,obviamente, da minha licença para o dia do errado e um colete a prova de balas. Porque se o povo não respeita a faixa de pedestre, não seria certo que respeitassem a licença-dia-do-errado. E no dia do errado o uso do hífen estaria liberado.

Depois dessa volta eu iria embora, porque na verdade eu só queria parar na vaga dos deficientes físicos.  O destino, agora, seria a Assembleia Legislativa e Câmara dos Vereadores para gritar lá das cadeiras: é tudo bicha e ladrão. Claro que as bichas e ladrões não se ofenderiam, afinal, seria o meu dia do errado. E tudo isso com uma sirene no meu carro.

Pensando bem, o nome ideal para esse dia seria “NO ESTRESS”.

Gostou? Leia mais.

3 Comentários

Fernando Quirino
6 de outubro de 2011 à(s) 13:09 hora(s)

E todo mundo poderia usar mais cedilha e erro de concordância seria legal =D

DIA NO ESTREIÇE já!!!


 
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