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Filhos, melhor não tê-los?

Postado por Fabíola Ariadne em 10 de maio de 2010 na categoria Sem categoria

Link da tirinha http://blog.drpepper.com.br/?p=706

Há anos e anos eu procuro uma resposa plausível, sem conotações religiosas e biológicas para a seguinte pergunta: Por que as pessoas tem filhos?

“Para garantir a espécie”, “porque Deus mandou na Bíblia”, “porque assim é a lei da evolução”, “porque é a forma mais sublime de amor”, “porque eu preciso de um pensão”, “porque eu preciso segurar esse homem”, “porque esqueci de tomar o anticoncepcional ou não usei camisinha”… Nunca achei uma respota que me convencesse.

Talvez, se eu achasse a tal resposta teria, também, uma resposta aceitável para uma pergunta de cunho existencial, se Deus existe mesmo por quê ele nos criou? Para brincar, assim como brincamos de The Sims?

Todas as respostas que me dão estão eivadas de egoísmo ou vaidade ou burrice mesmo.

Ter filhos para garantir a espécie: sinceramente, não vejo muita razão para continuarmos nossa espécie!

Deus mandou: por quê? E porque sim não é resposta.

Porque  é assim a lei da evolução: ok, acho que essa lei foi revogada.

Porque é a forma mais sublime de amor: quanto egoísmo! Ter um filho para experimentar um sentimento? Bom, eu não sinto falta daquilo que não conheço, então…

Porque preciso segurar um homem: essa não cola mais.

Porque preciso de pensão: sim, essa é uma resposta sincera e com fundo de verdade, mas nunca vi ninguém usá-la, só em acusações de sogras.

Alguém aí tem uma resposta melhor?

E já adianto que gosto de crianças sim, na verdade adoro. Pois sempre me perguntam se não gosto de crianças quando afirmo não ter motivos para ter filhos. Porém, lembro a estas pessoas que crianças só duram uns 10 anos, depois elas crescem e  dão um trabalho… Algumas criam blogs para escrever bobagens existenciais.

Por isso pensem bem antes de colocar mais uma criatura neste mundo!

P.S. Escrevi esse texto há 1 ano e 3 dias, resolvi publicá-lo hoje porque reli e achei interessante ver que mudei de opinião quanto a algumas “respostas.” Mas isso é assunto para outro post!

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Saudações proletárias!

Postado por Priscila em 1 de maio de 2010 na categoria Sem categoria


Engraçado o dia do trabalho ser considerado feriado… É isso aí, no dia do trabalho, descansamos.

Já ouvi que o trabalho dignifica o homem, não sei se foi na Bíblia ou na Veja, mas pra mim dá quase na mesma. Não acredito muito… Quanto ao fato do trabalho trazer dignidade acredito sim. Produzir é bom, se sentir útil também. Algumas pessoas não concordam, mas o grilo não é contra o trabalho, mas sim contra o patrão. Acho que o limite da dignidade choca com a idéia de exploração. Se sentir explorado é foda mesmo. Concordo.

Adoro o meu trabalho e nesse ponto sei que fiz a escolha certa. Estar em uma escola é uma experiência meio que louca mesmo. Surge de tudo. Gente doida, normal, bonita, feia, gorda, magra, brava, sonsa, deficiente, incoerente, pobre, rica, grosseira e gentil. Agora imagine todo mundo junto no mesmo espaço. Pra mim essa é a beleza de tudo. A riqueza da interação e do aprendizado. Mas como nem tudo são flores, infelizmente, os professores precisam trabalhar os três turnopara conseguir um salário digno, e é aí que o bicho pega e tudo se torna chato. Nos submetemos a cargas horárias exageradas, alguns para suprir necessidades básicas, como comida, já outros para adquirir o último lançamento do celular, do tênis da moda, ou a tão sonhada casa própria com o carro zero na garagem. Não critico, até entendo, afinal pertenço às duas classes citadas.

Deveríamos trabalhar o suficiente para termos prazer no exercício da função, seja ela qual for e não para suprir necessidades básicas, secundárias e terciárias. Sei que para a maioria das pessoas não é uma opção, mas sim uma necessidade. Talvez a opção por uma vida mais simples, seja também o caminho para maior satisfação na função desempenhada. Isso é claro, se os salários não fossem tão baixos, os empregos não explorassem tanto as pessoas e as coisas não fossem tão caras. De qualquer forma, agradeço por poder optar por trabalhar menos, levar uma vida mais simples, tomando menos champagne, comprando menos sapatos, mas em contra partida, tendo tempo para namorar, pedalar, internetar, dormir e o mais importante, ser feliz!

Agora, se vocês me dão licença, preciso bater meu ponto.

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