Postado por Fabíola Ariadne em 29 de março de 2010 na categoria
Momento se eu pudesse eu matava era mil

Prova de resistência é um termo BBBlístico, mas que eu uso muito em minha vida devido ao meu alto índice de não resistir a quase nada.
Explico.
É que existem duas categorias de prova de resistência: a de fazer e a de não fazer.
A resistência de não fazer consiste em negar algo, alguém ou alguma coisa. Por exemplo. Você não poderá comer chocolate.
Já a resistência de fazer consiste em aceitar algo,alguém ou alguma coisa para medir sua resistência. Exemplo: você deverá comer uma tonelada de chocolate.
Entenderam? Não?
Nem eu, na verdade estou tentando me distrair e resistir à vontade de comer os Ovos de Páscoa escondidos no meu armário!
“Tô” cansada em ter que resistir chocolates, sapatos, vontade de xingar uns dez…
Acho que vou ali,ver se tem alguém na esquina.
Feliz Páscoa!
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Postado por Priscila em 17 de março de 2010 na categoria
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Na semana passada, sexta-feira pra ser mais exata, twittei sobre a minha dificuldade em dizer algo em uma colação de grau da qual participei como professora homenageada.
Colação d grau dos meus alunos. Bonita e burra. N sei o q dizer qdo me entregarem o microfone. Antes q alguém sugira, n, n vou simular nada
Nunca participo desses eventos, já que fico envergonhada em ser o centro das atenções perante os meus colegas. Tenho medo que desenvolvam algum sentimento de inveja por acharem que os alunos gostam mais de mim do que deles, o que não é verdade. Acredito que cada um de nós tem o seu valor no coração dos outros e esse valor se dá pela maneira como nos doamos. Aí, cada um que responda por si… Como deixei as aulas da universidade no final do ano passado, me senti na obrigação de comparecer a essa colação para uma despedida de todos.
Além do reitor e diretor, também foram convidados, o prefeito Íris Resende, um vereador de nome estranho que não me lembro agora e um pastor da igreja Luz para os povos. Oh, glória!
Percebi o quanto nosso prefeito está decadente. Parecia doente e cansado. Tive até vontade de dizer: “levanta não amigo, faz o discurso sentadinho aí da sua cadeira mesmo”. Seria inútil. Ele é do tipo que mesmo em dificuldades vai até o final. Foi a impressão que tive. Resumindo, a participação prefeito se deu pela repetição de um discurso superficial e interminável, mas como de praxe, recebeu calorosas palmas ao final.
Sentei ao lado do pastor que fazia uso de um acessório que me chamou muito a atenção: um relógio da marca Rolex, modelo GMT-Master. Achei lindo e pensei que ele fosse o vereador, por portar um objeto de tão ostensivo valor . Assim que o mesmo foi discursar, se apresentou como pastor e falou sobre a riqueza, a verdadeira riqueza do homem. Pra ele, a verdadeira riqueza do homem é o amor Divino, pra mim também, nesse ponto não discordamos. Disse que os bens materiais são efêmeros e que em nada nos elevam perante Deus. Vocês já podem imaginar minha cara e minha boca nesse momento, mas como não quero julgar ninguém, muito menos o pastor chique e famoso, considero a escolha do relógio desnecessária para alguém com tamanha proximidade ao Senhor. Sempre imaginei que os líderes espirituais fossem mais evoluídos que nós, no quesito materialismo, afinal, não deveriam eles dar o exemplo? No meu trabalho, chego sempre antes de todos e saio depois que todos já foram embora. A cobrança também se faz pelo exemplo. Odiaria defender algo e ser questionada por não realizá-lo. Portanto, não cabe a mim dizer se o pastor está certo ou errado ao usar tal relógio, mas como pessoa crítica e reflexiva que sou não posso e não vou deixar de questionar seu comportamento.
Um salve a todos os formandos que em meio a várias dificuldades concluem o curso superior de maneira digna, honesta e louvável. Como sempre digo em minhas aulas não posso deixar de repetir aqui. “ O conhecimento só é verdadeiramente válido quando favorece também aqueles que nos cercam, seja de forma moral, social ou cultural. O saber nunca é válido se vem somente para nos fazer sentir superior aos outros”.
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Postado por Priscila em 11 de março de 2010 na categoria
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Não vou discutir agora os motivos de terem trocado meu sexo durante o nascimento, mas um dos grandes indícios de que isso aconteceu é o fato de eu não conseguir assumir meu papel de dama durante as danças. Eu sempre conduzo os rapazes. Por mais que eu tenha boa vontade e queira me deixar conduzir, não consigo, quando vejo, já estou arrastando o pobre coitado pra lá e pra cá, desempenhando papel de macho alfa.
Olhando por esse lado, vejo uma vantagem em ter envelhecido, pois quando criança exercitava meu lado masculino cuspindo no meu salgado na hora do recreio só pra não ter que dividi-lo com ninguém, mas o pior mesmo era lutar com os meninos quando algum imbecil me chamava de bocão da royal. Nesse ponto Deus foi mais generoso com as mulheres: os meninos já nascem com saco escrotal, enquanto nossos seios demoram uns 12 anos pra crescer, com os meus foram assim. Era só acertar um chute em cheio que meus adversários caiam quase que em coma. Uma vez até fiz um menino chamado Leonardo ficar roxo e sem ar. Na adolescência não brigava, mas fiz um gol nos jogos da escola. Hoje, sou quase uma menina. Uso vestidos, acessórios com laços e jóias em formato de coração.
Há duas semanas me matriculei na aula de dança de salão. O motivo? Não sei dizer não para meus amigos. Não é no caso dos rapazes, pois se o bofe for estranho, o que implica usar sapatos pé de ferro, calça boca de espingarda e dar aquelas risadinhas descontroladas, digo: muito obrigada, mas estou com flatulências, portanto, não posso dançar. Não há um que insista. Só os que não conhecem o significado da palavra flatulência. Também há os dias em que estou de tremendo mal humor, aí já digo logo um não na cara, mas existem alguns que insistem em perguntar: por que você não quer dançar? Com muita serenidade digo que não vou dançar porque ele é feio. Nesse ponto também sou como os homens, não tenho piedade.
No sábado passado descobri que os homens têm mais dificuldade em dançar que as mulheres. Sim, aprendi que quando o homem domina as técnicas da dança, ele é capaz de conduzir qualquer mulher, inclusive uma que nem saiba pular ao som das canções de Ivete Sangalo. A posição do braço, o senso de direção e as coordenadas são todas ações que os rapazes devem dominar quando convidam as moçoilas para bailar.
Portanto, a partir de hoje, nas aulas de dança me deixarei conduzir. Vou até sair para dançar qualquer dia desse. Ah, e quanto aos chutes naquele lugar, que vocês, rapazes, insistem em chamar de ovos , parei!
Tags:dança
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