Ciuminho bobo

Postado por Priscila em 21 de janeiro de 2010 na categoria Sem categoria

Já prometi mais de mil vezes que não assistirei aos telejornais, mas essa é uma promessa difícil de cumprir, e como já disse meu amiguinho: “Eita promessa desgraçada, eita promessa sem jeito.” Por isso, pra mim, os telejornais são como pipoca e BBB, mesmo quando você não quer, acaba experimentando.

Um dos motivos para tal promessa é que não suporto mais presenciar tanta violência, em todos os seus aspectos: físico, moral e social, embora a que mais me assombra é a violência física praticada de maneira covarde, impedindo assim a defesa da vítima. É sobre esse tipo de violência que pretendo falar.

Quem nunca ouviu a famosa frase: “Um pouquinho de ciúmes tempera a relação.” Pois é, tempero na relação dos outros é refresco. O ciúme tem levado pessoas às mais assustadoras formas de violência contra seus parceiros. Um grande exemplo foi o fato que aconteceu ontem: o assassinato da dona de um salão de beleza em BH pelo ex companheiro, que foi presenciado por clientes da vítima e registrado por câmeras que a mesma mandou instalar para tentar se proteger de alguma forma,já que 8 boletins de ocorrência haviam sido registrados mencionando as ameaças do agressor. Me lembrei agora do também ditado popular “Cachorro que ladra não morde.” O cachorro latir já é o primeiro indício de que ele será sim, de alguma forma violento, portanto aproveitemos pra fugir.

Como podemos então nos proteger desses cães raivosos? Quais são os primeiros indícios de que nos farão mal? Seria possível evitar ataques de fúria como esses? Não sei, mas acredito que o ciúme e o sentimento de posse sejam os primeiros sinais de que alguém pode sim ser muito violento conosco, já que tal sentimento sempre vem acompanhado de muitos outros nada nobres, como por exemplo: insegurança, vaidade, raiva, medo e humilhação. Viu como é sério? Por isso, na minha opinião não existe uma forma positiva de sentir ciúmes e de forma alguma ele pode favorecer um relacionamento, seja ele de qualquer natureza. Digo não poder favorecer por fazer com que uma parte se sinta diminuída. Simples assim.

Otelo é um ótimo exemplo literário e se não me engano, também há um filme brasileiro, estrelado por Patrícia França e Toni Garrido relatando a história de ciúme e tragédia. Recomendo.

Meu ponto de vista pode parecer demasiadamente exagerado, mas prefiro acreditar que não devemos subestimar os sentimentos  alheios, pois assim evitamos nos surpreender de maneira negativa e irreparável.

“Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce.” (William Shakespeare)

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