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Diretamente do inferno

Postado por Fabíola Ariadne em 26 de agosto de 2009 na categoria Sem categoria

Existem coisas que foram feitas pelos deuses mesmo, só pode: praia de Genipabu , Nutella e champagne. Tudo obra divina.

Porém existem coisas elaboradas pelo capeta diretamente de seu laboratório no inferno. Coisas que ele inventou numa tarde de terça-feira para azucrinar, enlouquecer a nossa vida. Visões, cheiros, sabores, sensações, pessoas…

Diretamente do inferno:

barata

Barata. O inseto que além de ser o mais asqueiroso, sobrevive até a bombas nucleares.

cadeiraextensora

Esse aparelho de ginástica foi elaborado pelos demônios da engenhoca. Ele faz as batatas da perna e a bunda arderem como se você estivesse no mármore do inferno.

dobradinha

O cheiro da Dobradinha. Não falo nem do gosto porque nunca experimentei.

regata

Homem de camiseta "subaqueira".

salto-acrilico

Salto de acrílico, a maldição.

mormonn

Mórmon batendo na porta da sua casa às OITO horas da manhã querendo te converter.

pedranosrins

Pedra nos rins. Dor do inferno!

E por fim:

sarney

Seria este indivíduo a encarnação do belzebu? O homem que estende seus tentáculos a todos os lugares, Legislativo, Executivo, Judiciário, ABL, CBF... Onipresente

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Tapa na cara

Postado por Priscila em 17 de agosto de 2009 na categoria Sem categoria

textoprofessores

Hoje vi que realmente “a arte imita a vida”, ou seria o contrário? Tanto faz. Li que uma professora em Santa Catarina foi agredida pela mãe de uma aluna levando mais de vinte tapas e socos no rosto. A notícia veio para reforçar que pessoas como os pais do ZECA da novela das oito são reais, mas quem trabalha em escola já sabe disso. No outro dia, os professores fizeram greve em solidariedade à colega. Adorei. Nunca vi classe mais desunida que a de professores. Engraçado. Não deveria ser uma das mais unidas? Vi o protesto de forma positiva, já que escola e família precisam parar para refletir cada um seu papel.

Até quando os professores serão expostos ao ridículo dessa forma? Acredito que até quando ao aluno for dado o direito de tudo poder fazer. “O professor é agredido porque não sabe tratar o aluno”, dizem alguns. Queridos, o professor é agredido porque pai e mãe não cumprem seu papel que é o de educar antes mesmo do primeiro contato da criança com a escola. Não ensinaram que o mais velho deve ser respeitado, que o diálogo é a forma mais inteligente que o ser humano utiliza para resolver seus conflitos, e por último, não ensinaram que no decorrer da vida perdemos e ouvimos a palavra NÃO inúmeras vezes. Já perceberam que as crianças não sabem mais perder? Perder é bom, nos ensina que existem pessoas melhores que nós, estimula o exercício do treino, da disciplina e do auto conhecimento. É claro que perder não pode se tornar uma constante em nossa vida. Não pode levar ao comodismo. Por isso, é papel, tanto de pais quanto dos educadores, estimular e valorizar os resultados obtidos, sejam eles quais forem.

O professor também tem sua parcela de responsabilidade. Faz uso da arrogância, da discriminação e do descaso aos alunos e suas necessidades. Alguns até repetem o discurso medíocre do “não ganho pra isso”. Ganha sim, professor! E antes que eu me esqueça, foi sua escolha profissional, não foi? Portanto, não utilize a remuneração como desculpa para aulas pobres e desinteressantes, assumindo de vez o seu lugar de professorzinho de merda, pois para isso, o que você ganha está passando de bom… Já aos que se esforçam, lutem sim pela conquista de salários dignos e menos vergonhosos. É seu direito e responsabilidade dos governantes, mas parece que na atual conjuntura as palavras responsabilidade e governante não combinam.

Embora não tenha feito parte dessa geração, tenho saudade da época em que os professores eram respeitados pelo exercício do magistério, ou seja, eram respeitados porque eram professores. Não pense você que defendo uma Pedagogia arbitrária e excludente, defendo, a idéia de que respeito e autoridade não se conquistam, já que só preciso conquistar aquilo que não tenho. O conhecimento teórico que adquiro constantemente, a prática consciente de um fazer pedagógico que respeita a individualidade dos alunos, a profissão que escolhi e a qual me dedico com dignidade e amor, me garantem o direito de ser respeitada. O que precisamos conquistar na escola é a admiração dos nossos alunos, é o olhar de encantamento por uma aula bem mediada. Pensemos nisso.

Não dá mais para a família delegar à escola o papel da educação integral de seus filhos, é hora dos pais reassumirem seus lugares de responsabilidade pelos atos e frustrações, não se omitindo do direito de ensiná-los o que lhes foi passado por seus pais, que com certeza, melhor do que eles, educavam, impunham limites e amavam verdadeiramente.

E quanto a essa história de educação integral que as escolas vêm pregando atualmente? Difícil dizer o que é papel da escola ou não, mas pra mim, educar integralmente é respeitar os limites de tempo para o aprendizado de cada aluno, oferecer um espaço adequado para a criança e ter em seu corpo docente, professores que ensinem a criança a ler, escrever, interpretar, significar e contextualizar. De que adianta transformar a criança em um cidadão crítico se ela ainda nem sabe ler um livro? Gente burra não tem o direito de ser crítica. Ninguém respeitará sua criticidade. Chega de educar para a vida. A escola deve ser a vida, pois dentro dela, todos os dias acontecem situações do cotidiano. A gente vive dentro da escola e não apenas quando saímos de seus portões para fora.

Como educadora, acredito que enquanto a escola e os pais não se reconhecerem como responsáveis, juntos, pela formação integral do indivíduo, ficaremos perdidos. Cada um do seu lado ficará apontando o dedo para a falha do outro, deixando de executar uma ação simples, que é a de educar com parceria, reconhecendo fraternamente sucessos e fracassos.

Quanto a professora agredida, não sei seu nome, mas de uma forma sutil e educativa, na próxima reunião de pais, usarei essa figura, para que possamos todos refletir juntos sobre as responsabilidades de cada um. Fica pra ela meus sinceros sentimentos e um abraço fraterno.

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Loucademia

Postado por Fabíola Ariadne em 7 de agosto de 2009 na categoria Sem categoria

academia

Com sete meses de atraso resolvi cumprir uma promessa de ano novo, malhar em uma academia.

Como fazia uma década muito tempo que não passava na porta de academias de ginástica, fiquei maravilhada com as novas descobertas que para vocês podem ser banais. Aquelas esteiras e bicicletas que no máximo marcavam a distância percorrida deram lugar a aparelhos super modernos que mostram no painel até a cor da sua calcinha.

Porém, algumas coisas nunca mudam, como, por exemplo, a velha Maria Anfetamina com sua malha colada e curta, argola de strass nas orelhas, sempre acompanhada de sua amiga gordinha que inspirada na sua musa traja a mesma malha, com a diferença que nesta saltam dobras de gordura. Ou o quarentão frustado, que se entope de suplementos, veste sua camiseta “subaqueira” e espera a Maria Anfetamina ou a novata (eu) passar pela sua frente para erguer o peso de 50 quilos, esquecendo-se que da última vez que fez isso “descadeirou”. Ah, esses tipos nunca saem da moda.

Mas o que me chamou a atenção foram as novas modalidades que são um sucesso na academia.

A primeira é o forró mastubatório universitário . Funciona assim, o rapaz bobão arruma um par, uma bobinha, claro, porque a Maria Anfetamina só dança com os rapazotes bonitos e marombados. Aí eles dançam uma mistura de lambada e forró, mas sem o dois pra cá e dois pra lá, giram, apoiam as meninas entre uma de suas pernas, essas dão uma esfregadinha e pronto, eis o forró universitário.

forro

A segunda, que mais me diverte, é a aula de swing. Não, não trata-se de troca de casais e sim coreografias de funk, axé ou coisa parecida. Na primeira fila, logo atrás do professor diretamente importado de Porto Seguro, ficam as Marias Anfetaminas, na segunda fila as amigas gordinhas das Marias e na tereira ficam os tipos mais curiosos. A desengonçada, a ex-dançarina de balé e a iniciante. A desengonçada é a falta de ritmo em pessoa, você observa os movimentos dela, percebe que são conforme as instruções do professor, mas alguma coisa estraga, talvez a coluna corcunda, talvez o macacão que marque sua bunda, ou a falta dessa, não sei ao certo, só sei que ela parece uma mistura de mãe de santo com Lacraia. Já a ex-bailarina tenta fazer todos os passos com classe, ela desce até o chão num quase plié, gira como se fosse uma pirueta e os ombros lineados não a deixa atingir a velocidade 5, é uma dama. E a iniciante é uma mistura da desengonçada com a bailarina, alguns passos ela evita e os que ela resolve fazer quase deslocam o seu quadril. Eu me encaixo em qual? Nas espectadoras que ficam fora da sala morrendo de rir, porque para a academia não basta ter essa modalidade de dança, tem que fazer a sala de vidro para todos verem o circo.

carlaperez

E a terceira modalidade são as lutas, no caso Muay Tai, que até então eu ignorava a existência. Lá, reúnem-se todos os candidatos a pitboy da academia. Revezam-se no saco de pancadas, alguns se contentam em apenas dar seus murros e pontapés, mas outros não, outros tem que gritar, como se estivessem em frente a um monstro intergaláctico, prestes a dar o golpe fatal : Ahhhhh, uaáaa, iáaaa. Esses não são adeptos da filosofia do professor Miagui.

Bom, até agora observei somente essas modalidades, mal posso esperar pelas aulas de pilates, abdominais e jump. Ir para a academia está sendo uma tarefa orgástica. E confesso que esse amor entre mim e a malhação tem de tudo para durar um longo tempo.

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