Um doce, por favor!

Aqui estou eu a bordo de uma aeronave cercada de pessoas medonhas por todos os lados… Desde quando as pessoas começaram a ficar estranhas? Acho que arrisco uma resposta. As pessoas começaram a ficar estranhas a partir do momento que comecei a me sentir velha. Acho todos muito estranhos. Cabelos esquisitos, jeito de sentar que me irrita, frases feitas, do tipo: “Se esse avião cair, vamos todos assistir ao show do Michael Jackson no além”. Juro por Manolo Blanic que não sou tão estranha quanto os outros. Minhas maiores esquisitices são a paixão desenfreada que tenho por doces e o medo que tenho de ser abraçada. Como a segunda esquisitice é muito complexa, deixarei para explicá-la pessoalmente a quem puder interessar, desde, é claro, que você não venha correndo com os braços abertos.
O almoço acabou de ser servido e sabe o que me entregaram como refeição? Um vergonhoso pacotinho de bolacha de sal e um copo de suco de laranja. Desde quando isso é almoço? Se minha mãe estivesse aqui ela diria: “Almoço é arroz, feijão e carne. Porcaria minha filha só come depois que almoçar tudinho”. Agora deu uma saudade da minha mãe. Sabe por quê? Ela jamais preparou uma refeição sem pensar na sobremesa. Na verdade a refeição pouco me importa. Tanto faz se é bolacha, arroz, caviar ou fígado. Eu quero é uma sobremesa!
Chamei a comissária e perguntei se tinha algo para sobremesa, podia ser uma barrinha de cereal e ela respondeu que só tinha balinhas. Sorte a dela que eu estava cercada de pessoas estranhas e me permiti apenas a retrucar com ar de ironia: “Balinha é o aperitivo da sobremesa, né? Desde quando balinha é sobremesa? Muito obrigada!” Gente, não é porque algumas pessoas tomam água após as refeições que ela se tornou sobremesa! Não é porque a balinha é docinha, que ela se tornou um doce digno de ser servido. Daqui há uns anos eles servirão saquinhos de açúcar refinado como sobremesa. Quer apostar?
Agora é o momento do texto em que eu deveria morrer de vergonha, pois ela acabou de me trazer um monte de balinhas 7 belo de maçã verde. Sim, estou escrevendo o texto aqui em uma poltrona apertadinha e sem nenhum conforto. Esquisito isso, não?


Amiga, da próxima vez que você desejar um “almocinho” vá de
Mas, pagará uns duzentos ou mais pelo lanchinho
taxiTamPrimeiro, já falei que esse lance de aversão a seres humanos só a terapia e o “quartinho de Lexotan” resolvem huahauah
Segundo que, quer do bom e do melhor, vai de primeira classe, ou pelo menos a dica da Fabíola acima… Tam e 200 legais a mais na passagem resolvem.
Eu pessoalmente guardaria a grana, e comeria como um rei (acompanhado) por esses mesmos 200 reais. ;]
@Fabíola Ariadne, @Fernando Quirino:Vou lançar o movimento: Champagne pra todos!