Um doce, por favor!

Postado por Priscila em 9 de julho de 2009 na categoria Sem categoria

willywonka2

Aqui estou eu a bordo de uma aeronave cercada de pessoas medonhas por todos os lados… Desde quando as pessoas começaram a ficar estranhas? Acho que arrisco uma resposta. As pessoas começaram a ficar estranhas a partir do momento que comecei a me sentir velha. Acho todos muito estranhos. Cabelos esquisitos, jeito de sentar que me irrita, frases feitas, do tipo: “Se esse avião cair, vamos todos assistir ao show do Michael Jackson no além”. Juro por Manolo Blanic que não sou tão estranha quanto os outros. Minhas maiores esquisitices são a paixão desenfreada que tenho por doces e o medo que tenho de ser abraçada. Como a segunda esquisitice é muito complexa, deixarei para explicá-la pessoalmente a quem puder interessar, desde, é claro, que você não venha correndo com os braços abertos.

O almoço acabou de ser servido e sabe o que me entregaram como refeição? Um vergonhoso pacotinho de bolacha de sal e um copo de suco de laranja. Desde quando isso é almoço? Se minha mãe estivesse aqui ela diria: “Almoço é arroz, feijão e carne. Porcaria minha filha só come depois que almoçar tudinho”. Agora deu uma saudade da minha mãe. Sabe por quê? Ela jamais preparou uma refeição sem pensar na sobremesa. Na verdade a refeição pouco me importa. Tanto faz se é bolacha, arroz, caviar ou fígado. Eu quero é uma sobremesa!

Chamei a comissária e perguntei se tinha algo para sobremesa, podia ser uma barrinha de cereal e ela respondeu que só tinha balinhas. Sorte a dela que eu estava cercada de pessoas estranhas e me permiti apenas a retrucar com ar de ironia: “Balinha é o aperitivo da sobremesa, né? Desde quando balinha é sobremesa? Muito obrigada!” Gente, não é porque algumas pessoas tomam água após as refeições que ela se tornou sobremesa! Não é porque a balinha é docinha, que ela se tornou um doce digno de ser servido. Daqui há uns anos eles servirão saquinhos de açúcar refinado como sobremesa. Quer apostar?

Agora é o momento do texto em que eu deveria morrer de vergonha, pois ela acabou de me trazer um monte de balinhas 7 belo de maçã verde. Sim, estou escrevendo o texto aqui em uma poltrona apertadinha e sem nenhum conforto. Esquisito isso, não?

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3 Comentários

Fabíola Ariadne
10 de julho de 2009 à(s) 21:34 hora(s)

Amiga, da próxima vez que você desejar um “almocinho” vá de taxiTam ;) Mas, pagará uns duzentos ou mais pelo lanchinho


 
Fernando Quirino
11 de julho de 2009 à(s) 5:13 hora(s)

Primeiro, já falei que esse lance de aversão a seres humanos só a terapia e o “quartinho de Lexotan” resolvem huahauah

Segundo que, quer do bom e do melhor, vai de primeira classe, ou pelo menos a dica da Fabíola acima… Tam e 200 legais a mais na passagem resolvem.
Eu pessoalmente guardaria a grana, e comeria como um rei (acompanhado) por esses mesmos 200 reais. ;]


 
Priscila Linconl
11 de julho de 2009 à(s) 23:53 hora(s)

@Fabíola Ariadne, @Fernando Quirino:Vou lançar o movimento: Champagne pra todos!


 

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