O mundo de cabeça para baixo
As pessoas que lêem meus posts e me seguem no twitter sabem que tenho sobrinhos que deixam o personagem Denis Pimentinha no chinelo.Todo dia tenho histórias que fazem meus amigos sorrir, gargalhar e também duvidar das peraltices dos pequenos petis. É isso mesmo, pimenta no cu dos outros é doce de leite…
Todos sabemos que crianças aprendem também pela apropriação, ou seja, aprendem quando imitam o comportamento dos adultos, dentre outras formas. Para comprovar o que digo, e até para saber como a professora dos seus pequenos se comportam,sugiro às mamães que convidem seus filhos para brincar de escolinha e que a criança seja a professora. Daí é só observar o que vai acontecer…
Samara, minha sobrinha, adora imitar a Joelma da Banda Calypso e também o pastor da igreja evangélica que ela frequenta quando minha tia faz a caridade de levá-la aos cultos. Para ser sincera, acho até muito engraçada as imitações da garota, pois imitar a Joelma consiste em balançar os cabelos e dançar em círculos. Já as imitações do pastor são bem mais elaboradas, seguem um roteiro: primeiro oração, testemunhos, sessão de desencapetamento e por último, as canções. O que me assustou foi ver um texto sobre este vídeo que está no youtube:
*Update: o vídeo postado pela própria “dançarina” foi removido, mas claro que alguém já havia baixado e postado novamente no youtube.
Agora imaginem se a minha Samarinha de 8 anos resolve imitar isso?
Considerei bastante sensato lembrar-me da minha infância e da música mais vulgar que eu ouvia aos 8 anos: “Piranha foi à missa, piranha, a saia dela caiu. Estava do lado dela piranha, ela não me viu. Chora, chora, chora piranha, torna a chorar. Diga adeus pro povo piranha, pega na mão da moça”.
Amigos, na minha infância as piranhas iam à missa, choravam, cumprimentavam as moças e diziam adeus. Agora elas fazem o quê? Filmam suas bundas e colocam no youtube?
Para quem é um pouco mais jovem que eu, na adolescência ouvia o hit “ Na boquinha da garrafa” bailado por Carla Perez sempre exibindo seu belo dêrrie no programa do Gugu. Mesmo sendo degradante, era canção de ninar se comparado ao refrão: “Faço tudo que ele gosta e ainda dou meu cu de cabeça pra baixo”. Espero que o Gugu não descubra essa tal de MC Kátia, pois até posso vê-la cantando e as aspirantes a atrizes, modelos e capas da playboy dançando de cabeça pra baixo…
Gente, essa menina faz o que canta, ou canta o que faz?
Meu objetivo maior não é criticar o funk, mas sim, entender o que tem levado meninas e mulheres a se comportarem de maneira tão degradante e humilhante. Acho que essa “mocinha” aí é filha da Gretchen. Ela tinha uma filha, né? A Tammy! Agora ela tem um filho, o Tamo. Tamo firmeza, mermão?
Pois é, avisem a Gretchen que achamos sua filha perdida.


O que comentar? =O
Que coisa!!!, que tristeza imensa que sinto vendo essas coisas!!! Que falta de expectativa de vida!!!, ou de amor a si mesma. Realmente é de assustar!
ABÇão contrangido.
MarGGa
Que coisa em…
… Já imagino as “convidadas” das festas do meu vizinho dançando… Na hora em que a loira aí da dancinha gruda na parede, ela fica com os cabelos pertinho de uma tomada, eu torci pra entrar um fio de cabelo lá, seria orgástico e dramático, huahuahua. Sem falar que ela tenta, mas não da conta de rebolar. FAIL
Pensei que já tínhamos chegado ao fundo do poço da “musica” brasileira… Vejo que me enganei. É, o ser humano quer mesmo se desumanizar.
Parabens pelo post!
@Margga: na falsa ilusão de vaidade elas se expoe ao ridículo, se oferecendo como mero objeto.
@Diego:pois é…
@Fabiola Ariadne: tá ficando malvadinha ein… Amiga, ver essas meninas ser eletrocutadas pelo rabo, não seria nada dramático… Hehehehehe, acho que elas até gostariam.
@Abigail Trindade:Acho que algumas músicas querem induzir os brasileiros a chegarem no fundo de “outro poço”, a MC kátia que o diga, né? Obrigada!!!!
Já estou preocupado com a próxima “mulher” que irá aparecer com a nova “dança”.
Algo do tipo “Mulher Jiló”, ou “Mulher Rabanete”. Tão falando que a moda agora são a mulheres “diet”. kkkkk
É, moramos SIM nesse país!
@Renatto Neves: nossa, nem mesmo os diabéticos gostam de comida diet.
@Renatto “Mulher Zero Cal”??? hauahuahu
Então, sobre o texto, o questionamento de onde viemos e para onde vamos (na putaria que virou a música nesse caso) eu como bom nerd citarei Comissário Gordon em Batman Begins:
“As coisas funcionam em nível escalante. Nós usamos semi-automáticas, eles usam automáticas. Usamos coletes e eles usam balas perfurantes. Agora você chegou e uma nova geração de criminosos surgiu…”
As pessoas respondem as necessidades que o meio impõe. Se um dia surgiu uma Carla Perez, veio logo alguém depois rebolando ainda mais e com menos roupa, cantando que “Daku é bom” . Sempre será assim. O organismo “evolui” de todas as formas e para todos os sentidos. Ao mesmo tempo que a gente se comunica com o outro lado do planeta em tempo real pela fibra óptica, tem um cara nesse exato momento escrevendo o próximo malabarismo do Kama Sutra em uma letra de funk. A última foi sexo anal em posição inusitada, na próxima… Use a imaginação. O meu consolo é que estamos chegando na era do touch screen. O preço vai ser ter seus ouvidinhos profanados por todas as posições da arte milenar do “rala e rola” por semi-analfabetos em áudio surround sound. =p
Eu não vou negar que uma boa “reboladora” tem seu valor, mas a vulgaridade nem sempre é afrodisíaco. Nesse ponto podia ser cabeça pra baixo, pra cima, com short menor ou vestido de freira, uma má idéia é seeempre uma má idéia. E eu prefiro a Megan Fox de maiô do que essa aí no YouTube a qualquer dia =] Tenho dito!
[...] último post, minha amiga Priscila citou uma música, uma cantiga de roda bem popular na infância das meninas [...]
Eu só queria saber uma coisa… O que passa na cabeça dessas pessoas?
@Fábio P:Na cabeça dessas pessoas com certeza deve passar um filme com a Leila Lopes…
Adorei esse blog!
@RenattoNeves : Você pediu, a Mulher Jiló apareceu : http://www.youtube.com/watch?v=uxvHLWI27-U&feature=related
É fato que o vídeo exibido no youtube é tão apelativo e pornográfico quanto a minha música, por isso mesmo é considerado um vídeo impróprio para menores e de conteúdo adulto, mas daí a insinuar que eu canto aquilo que faço já é um pouco demais! MC’s são personagens no palco, interpretam aquilo que cantam, mas “nem sempre” aquilo que cantam é parte daquilo que fazem na vida real e vice-versa. Se assim fosse, todo cantor de reggae seria maconheiro, todo cantor de música sertaneja seria corno e todo cantor de forró seria tarado, venhamos e convenhamos que vivemos num mundo onde a moral e a hipocresia caminham lado a lado. Sei que o meu trabalho causa um certo desconforto em algumas pessoas cheias de pudor e moralismo e que jamais agradarei a todos, apesar de nunca ter tido tal pretensão, mas continuarei cantando aquilo que quero e que os meus fãs gostam de ouvir. Sou uma MC respeitada no mundo funk, sou compositora, intérprete e funkeira com muito orgulho e tudo que conquistei até este momento da minha carreira foi com muito trabalho e dedicação. Embora eu represente um gênero musical que ainda enfrenta muitos preconceitos, tenho certeza de que o funk nunca morrerá e que muitas gerações ainda ouvirão falar da MC Kátia e de outros MC’s que contribuem para a valorização deste ritmo tão contagiante. Tenho uma legião de fãs, comunidades no Orkut e perfis de sites de relacionamentos lotados de pessoas que me admiram e que acompanham o meu trabalho, por isso relevo as críticas e procuro entender o que cada um julga apropriado e construtivo para si. Sempre farei o possível para melhorar aquilo que deve ser aperfeiçoado, cantando aquilo que o meu público gosta de ouvir, pois é “por eles” e “para eles” que a MC Kátia existe. Continuarei representando com ousadia e coragem o ritmo que escolhi para ser a melodia que embalará o meu sucesso e agradeço aos meus fãs que me fizeram chegar até aqui.
Não sou MC só em Comunidades, faço muitos shows em casas noturnas em todo o Brasil, por isso, aprendi que independentemente da classe social e nível cultural das pessoas, esteja onde eu estiver, o funk chegará em qualquer lugar e sempre encontrei admiradores do meu trabalho. Não sejamos moralistas e puritanas ao extremo, pois mulher é mulher em qualquer lugar do mundo! Não canto para um público infantil, canto para mulheres, para aquelas que são aquilo que querem ser sem se preocupar com o convencional e o que dizem ser “moral”, para as que vão ao delírio quando ouvem as minhas músicas, àquelas que dançam até o chão e que vibram ao cantar o que muitas vezes não têm coragem de dizer. É fácil ser intérprete, difícil é admitir publicamente o que se faz entre quatro paredes, mesmo quando isso não interessa a ninguém! Não canto para falar da minha vida íntima, a MC Kátia é uma personagem, as pessoas não devem confundir a minha vida pessoal com a minha vida profissional, pois tratam-se de coisas distintas e totalmente separadas.
Músicas da MC Kátia ouve quem quer e gosta quem quiser!
Um grande beijo aos meus queridos fãs e um abraço respeitoso aos que me criticam, pois todos tem direito de se expressar com liberdade, afinal, vivemos num país onde todos somos livres para expor nossos pensamentos e manifestar nossas opiniões.
Ass.: MC Kátia, a fiel!
Srta. MC Kátia. Não conheço um reggaeiro que não tenha fumado um. Nunca sequer ouvi falar de um cantor de música sertaneja que não tenha levado pelo menos um par de chifres na vida (afinal de contas, quase todo mundo já levou de acordo com o grande mestre Falcão). Também nunca vi cantor de forró virgem.
Claro que existem os “do Senhor” que se apropriam desse estilo pra pregar religião, mas esses nem vamos comentar porque são uma patologia a parte. Só não venha com hipocrisia que a senhorita é uma santinha, ok?
O fato da sua música ser aceita em todas as classes sociais não faz dela exatamente um louvor de música para entrar na história, só é “entretenimento aceitável” para certas “criaturas”. Você faz personagem, a Leila Lopes também, a Bruna Surfistinha nem se fala. Mas não vamos entrar no mérito de como cada uma trabalha seu personagem, o sexo e o dinheiro né? O lance se resume a: Não vem tampar o Sol com a funkeira.. ops, peneira.
Você não canta para as crianças, mas pode ter CERTEZA que elas ouvem. Não vou nem entrar no quesito de moral, mas favor desconsiderar tudo que eu disse se você for a primeira funkeira virgem/santa/sem-malícia da história. Senão, favor vender sua “personagem” e o sexo que ela tanto adora na outra freguesia.
PS: Adoro ver mulher dançando funk, adoro funkeiras (as bonitas pelo menos) e várias coisas relacionadas, mas ODEIO hipocrisia. Se viessem falando “faço mesmo, eu gosto da coisa e não tenho medo de dizer” tudo bem. Mas pagar de puritana que faz “personagem” para ganhar dinheiro e acha que isso é “diferente” das outras “profissionais” já é demais, ao ponto de insultar minha inteligência.
@Zarify: obrigada! Welcome!
Acho que essa “mocinha” aí é filha da Gretchen. Ela tinha uma filha, né? A Tammy! Agora ela tem um filho, o Tamo. Tamo firmeza, mermão? Adorei