A Ira

Resolvemos abordar neste blog os pecados capitais e o primeiro que nos veio a cabeça foi este, a Ira. Não só porque este é um dos pecados capitais mais frequente em nossas vidas, mas também porque foi graças a este pecado que hoje nós podemos contar duas histórias dramáticas e orgásticas.
Momento “Sr. Donizildo” Fabíola:
Eu morava em um apartamento em que a janela do meu quarto era em frente a parede do outro apartamento, uns 5 metros de distância, e nessa parede havia somente uma janela basculante de banheiro, daquelas janelas pequeninas que os vidros são todos rabiscados e que para você ver algo do lado de fora é preciso subir em um banco e por o rosto somente na altura dos olhos pela fresta, porque a cabeça não passa.
Então, eu saía do banho e ficava a vontade para cumprir o ritual pós banho de mulherzinha: hidratante, pentear o cabelo, verificar a pele do rosto… Até que um dia vi um vulto na janela do banheiro vizinho e um olho esbugalhado. O lazarento do meu vizinho havia subido em um banco para me espiar. Como eu conhecia a mãe do fulano e meu irmão era conhecido dele eu somente fechei a cortina bem na cara dele, de forma bem abrupta para que ele percebesse que eu vi. E pronto. Umas duas semanas depois, saí do banho com uma toalha enrolada no corpo e outra na cabeça quando vi na janela do banheiro do vizinho uma sigla: JVC! Sim, aquelas filmadoras! Parada cardíaca na hora. Foi a primeira vez na minha vida em que perdi as estribeiras. Fingi que não havia visto nada, fui até a cozinha, peguei dois ovos, calmamente me dirigi a janela do meu quarto e joguei os ovos na janela do banheiro do FDP, um não acertou, o outro pegou bem na câmera. Puta da vida ainda, com dois mega passos de monstro da neve, pé grande ou qualquer outra coisa que tenha passos largos e pesados cheguei na porta da casa do maldito e esmurrei a porta dele, gritava: sai daí seu idiota, vem me filmar agora que eu te mato… Nisso, vizinhos já tentavam me acalmar e meu irmão ligava para o meu pai. Reclamei com a síndica, meu irmão ficou proibido de falar com ele e meu pai queria voltar de viagem para conversar com a mãe do lazarento. Mas, nenhuma medida foi tomada porque em menos de um mês ele se mudou! E claro, neste mês em que ele ainda foi meu vizinho ninguém mais o viu.
Momento “Sr. Donizildo” Priscila:
Destruí um casamento. Não, não sou uma vadia. O lance é que eu morava em frente a uma igreja evangélica e imaginem o dia que você chega em casa querendo cama depois de um dia de cão… Pois é, quando cheguei na minha casa a calçada estava ocupada por um gol marrom impossibilitande a entrada em minha garagem. Quem compra um gol marrom? Alguém que quer foder com o casamento do amigo! Fui toda humilde até a esposa do pastor e pedi que anunciasse para o dono do calhambeque sair da minha garagem, mas ela disse que eu teria que esperar o casamento acabar. Seu Donizildo era fichinha perto de mim. Comecei a gritar perguntando de quem era o tal gol marrom. A cara da noiva era de dar dó, tadinha… Nesse dia, ocupei o lugar de maluca da rua e ganhei minha passagem na primeira classe para o inferno, mas consegui dormir antes do fim do casamento.
E aí, tem alguém que já sentiu esse pecado capital para nos contar? O espírito do senhor Donizildo já baixou em algum leitor desse blog?


Eu acho que o meu nem preciso contar né? Certa vez criatura veio “exigir” parceria com meu blog em público no twitter e então certo episódio muito conhecido da blogsfera tomou parte. Não vou entrar em detalhes para não voltar a ofender certos envolvidos, mas que uma anã virgem desfigurada mereceu, mereceu hauhauahu E TENHO DITO.
Fora isso sou um cara muito tranquilo, tanto que meu nick é Zen né?
Priscila, vc é minha ídola! haha! Eu não suporto esse povo que estaciona nas calçadas, mas em frente à garagem dos outros é abuso demais! Que mané esperar até o fim do casamento, você tá mais que certa. O chato é que aposto que vc que deve ter ficado como culpada por estragar o casamento, e não o sem noção do carro marrom.
Fabíola, vc ter fãs querendo lhe filmar é, apesar de um grande desrespeito, até compreensível. O pior é um vizinho ME observando com luneta quando eu saía do banho. Se fosse uma vez eu até poderia achar que ele estava observando alguma vizinha no andar de baixo e sem querer me viu, mas na segunda eu passei a fechar a cortina de blecaute… :-p
Momento de Ira Gumpesca? Esse: http://www.christiangump.net/gumpices/quando-a-ingratidao-estraga-uma-simbiose-perfeita/
Falando sério, houve alguns momentos em que fui tomado pela ira, mas nem quero lembrar agora, pra não dormir com raiva.
Ah sim… tenho medo de qdo vcs falarem da GULA! Meu comentário vai ser maior que o post!
Crente é uma raça patética.
Cristian Gump, então a Fabíola deve se sentir elogiada enquanto é desrespeitada? Não, não deve. Esse tipo de homem faz isso com qualquer mulher, não é porque é essa ou aquela é irresistível. Eu não me sentiria lisonjeada com esse tipo de comportamento. Você não entende muito de mulher.
Putz, só o Gump mesmo pra ter o azar de tentar fazer uma piada e aliviar o contexto enquanto elogia e acabar saindo como “não entende de mulher” huahauhau
Azar cósmico gumpesco ataca novamente hehehe
hehe! Pois é, o pessoal limitado, incapaz de fazer interpretação de textos me alcançou de novo.
Será que eu desenho pra marianta entender?
@Christian Gump: essa doeu!