Sexo bom é sexo fácil!

Postado por Priscila em 31 de março de 2009 na categoria Sem categoria

charliebrown

Planeta: Terra. Cidade: Goiânia. Profissão: pedagoga. Aula: ciências. Tema: educação sexual. Como todas grandes metrópoles do planeta, Goiânia se acha hoje em desvantagem na luta contra a maior inimiga do homem: a banalização sexual. E apesar dos esforços de todo o mundo, já chegou o dia em que o sexo é tratado de forma banal pela mídia e pelas pessoas. Quem poderá intervir? SPECTREMAN?!!!

Planejei uma aula sobre os desafios da educação sexual e a dificuldade dos pais em tratar deste assunto com seus filhos e eis a grande surpresa: alunos do 6º semestre do curso de pedagogia tiveram a mesma dificuldade.Descobri que alguns educadores temem que a abordagem de questões sexuais podem estimular os alunos a se interessarem por sexo precocemente. Santa ignorância Batman. Pesquisas mostram o contrário: países onde a educação sexual é aplicada nas escolas, apresentam números bastante inferiores de gravidez ou aborto entre adolescentes, os jovens iniciaram a vida sexual com idades mais avançadas do que em países onde tal assunto é ignorado no ambiente escolar.Sexo deve sim tomar espaço nas discussões escolares, é claro que, como todo assunto polêmico, precisa ser tratado de forma sistemática, ética, consciente e responsável, sendo compreendido e discutido pelo aluno com liberdade e confiança.

A mídia atua de forma muito superficial e irresponsável, chegando ao cúmulo de banalizar questões sérias, comprometendo assim, a intimidade das pessoas e tratando suas individualidades de forma ridícula e vergonhosa. Ontem mesmo assisti a uma chamada de um programa que dizia: “ Aprenda a seduzir seu marido e salve seu casamento ”. Como se a sedução e o sexo fosse a única forma de construir uma relação saudável. É um ótimo começo, admito, mas não uma base sustentável para o “felizes para sempre”.

E quanto à indústria das cirurgias plásticas? Os números de cirurgias plásticas realizadas anualmente assustam qualquer um que tenha o mínimo de senso crítico. Mulheres e homens buscam suprir traumas, medos e inseguranças com próteses gigantescas em busca de uma pseudo segurança, seguida de momentos de depressão e questionamento. Todos nós, com certeza não gostamos de alguma parte do nosso corpo e é muito saudável que busquemos estratégias para mudá-la, recorrendo a ginástica e até mesmo a cirurgias plásticas com o objetivo de sentirmos melhor com nossa aparência e não para agradar quem está a nossa volta.

Como sexo e aparência estão interligados não podem ser tratados com superficialidade, buscando sempre o caminho mais rápido, devem ser tratados juntos de maneira que o aluno possa produzir seu conhecimento com a ajuda de constantes desafios mediados por educadores competentes através do processo de formação e transformação.

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10 Comentários

Oi
31 de março de 2009 à(s) 22:22 hora(s)

test


 
Fernando
31 de março de 2009 à(s) 22:30 hora(s)

Priscila, não entendi o penúltimo paragrafo. O número de cirurgias plásticas é assustador, ou é saudável buscar a mudança do corpo através delas?
No último parágrafo, vc diz que não devem tratados superficialmente, bucando o caminho mais rápido; ou buscando o caminho mais rápido, devem ser tratados juntos?
Como assim “produzir seu conhecimento com a ajuda de desafios”?


 
Priscila Linconl
1 de abril de 2009 à(s) 0:39 hora(s)

@Fernando: as duas coisas. Defendo que todos devemos buscar melhorar nossa aparência para que nos sintamos melhor conosco e não para agradar a opinião alheia como acontece na maioria das vezes.
Sim, assuntos polêmicos sempre são tratados na escola de forma superficial e irrelevante, quando na verdade são temas riquíssimos e que despertam o interesse e a participação do aluno, daí a importância de problematizar propondo desafios, questões para serem pensadas e sistematizadas. O professor tem dificuldade em auxiliar o aluno na construção do seu conhecimento, já que é mais simples fazer com que o aluno decore as respostas apresentadas no livro didático.
Valeu!
E você, aprendeu sobre sexo na escola?


 
Fernando
1 de abril de 2009 à(s) 13:42 hora(s)

Claro que não. Aprendi na prática.


 
Priscila
5 de abril de 2009 à(s) 13:25 hora(s)

Priiii e Fáa!
eu fico um tempinho sem entrar aqui e vejo DOIS TEXTOS tão bacanas como o de vocês.

Primeiro, Priscila, concordo e muito com o que você diz. Como professora e profissional da saúde a gente percebe como há muitas crianças iniciando a vida sexual muito cedo e totalmente inexperiente. O incrível é que tem uma leva de “pais adolescentes” que ja tem seus pimpolhos entrando precocemente na puberdade. Apesar do que aconteceu com eles, preferem que seus filhos aprendam sobre sexo atraves da novela da globo do que pelos professores, pq na escola NÃO PODE, lá é lugar de aprender quimica e física. Mas sabe o que é pior? cada vez que alguem na minha escola falava de sexo era, praticamente, pra repreender quem fazia, algo do tipo “Método da aspirina: coloca uma aspirina nos joelhos da menina e pede pra ela não abrir”


 
Priscila Linconl
6 de abril de 2009 à(s) 18:45 hora(s)

@Priscila: você é ótima! Essa da aspirina eu ainda não conhecia.


 
Fernando Quirino
14 de abril de 2009 à(s) 19:24 hora(s)

A teoria do “falar sobre isso só vai piorar”, naquela velha técnica do “aquele que não deve ser nomeado” é a tática de desinformação e alienação das massas mais antigas da história. Logo sexo evitam de falar. Tanta coisa mais chata pra se evitar falar nesse mundo, vão evitar logo a melhor: sexo. Revolta. ¬¬
Mas se até no curso de psicologia que deveriam falar muito mais sobre sexo, os puritanos se chocam, o que pensar de outros cursos né? Ser humano é um bicho hipócrita mesmo.


 
Nathy Roncada
16 de abril de 2009 à(s) 21:25 hora(s)

Salva de palmas! Parabens amei esse post muito bem!


 
Priscila Linconl
18 de abril de 2009 à(s) 16:14 hora(s)

@Nathy Roncada: Valeeeeeeeeeeeu!


 
Furto Virtual - Sabado
27 de maio de 2009 à(s) 4:58 hora(s)

[...] Sexo bom é sexo fácil – =) [...]


 

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