Velozes e furiosos

#nossasenhoradeaparecida
Não posso negar que tenho uma paixão pelo Vin Diesel. Ai, ai, ele realmente desperta meu lado mulherzinha…Não vou fazer um texto sobre essa paixão, embora no mundo das idéias,aquele mundinho que o Platão criou, eu e Vin vivemos um romance de dar inveja a Jack e Rose.
Não falarei do Vin Diesel , escolhi esse tema por outra razão: hoje uma colega veio contar que durante as férias resolveu tirar a carteira de habilitação. Resultado: reprovou na prova de carro e passou na de moto. Comecei então a pensar nessa fase (década de 90) da minha vida. Digo fase porque fiz a prova de volante cinco vezes. Pausa para risos, piadas, para alguém proferir a famosa frase: “Mulher no volante, perigo constante” e para quem já me conhece elaborar uma face de espanto.
Nunca contei a ninguém esse meu feito. Sim, conto detalhes do meu romance tórrido com Vin para minhas amigas, mas minhas fraquezas escondo até do meu anjo da guarda.
Na minha primeira vez, me preparei bem, estava confiante, linda e perfumada. Sabia que o sucesso seria certo e que tudo sairia conforme planejado, pois embora fosse minha primeira vez, já havia treinado muito com minhas amigas. Resultado: Brochei! Foi foda mesmo! Cheguei ao Detran-go às 8:00 da manhã e quando fui convocada a demonstrar minhas habilidades já eram 14:00 hrs. Brochei mesmo, mas me senti apoiada por todos, afinal, aquilo nunca havia me acontecido antes.
Na minha segunda vez não me senti nada apoiada, além daquilo já ter me acontecido antes eu havia marcado uma viagem para a chácara de uma amiga e todos iriam comigo.
No Priscila 3 “A missão”, saí chorando mesmo. O clima na minha casa mudou completamente. Minha mãe, pessoa nada discreta, falou na lata: “Eu tinha 35 anos quando tirei minha carta, era no Serra Dourada, tudo era mais difícil, o carro era um chevette a álcool e eu não errei nada”. Nesse momento conclui que minha mãe era o próprio Chuck Norris ao volante.
Na quarta vez, posso dizer que fui programada para matar. Não, não estava nervosa, se foi o que pensaram, é que quase matei uma pessoa. Nunca vi mulher mais decidida e confiante… A prova se iniciou tranquilamente. Minhas pernas não dançavam sozinhas como das últimas vezes, o examinador nem perguntou se eu estava com frio ou se sofria de algum tipo de asma, e melhor ainda, não tive que parar para procurar o celular dentro da bolsa.
Quando fui informada que poderíamos sair do Detran nem acreditei, quase soltei o volante para bater palmas de alegria, mas me contive. Das últimas vezes eu mal dirigia 500 metros e já tinha que voltar ao estacionamento. Saí tão alegre, dirigindo o humilde corsa, que me tornei instantaneamente daltônica. O sinal estava vermelho, mas eu juro que vi a cor verde. Foi por um triz que não atropelei um passante.Viu como tudo sempre pode ficar pior? Nessa altura dos acontecimentos, minha mãe já queria me dar uma nova bicicleta. A pracinha era lugar proibido pra mim… Imagina só, se eu iria voltar a freqüentá-la de bike. Nunca!
Como o universo resolveu conspirar a meu favor, eu não sei, o fato é que minha mãe conheceu a esposa de um fodão do Detran-go e pediu um favorzinho pessoal pra ela, já eu, digo que o que essa mulher fez por mim foi um fenômeno não identificado, digno de ser pesquisado pelo padre Quevedo. E finalmente, na quinta vez … Pimba!


Sei sei sei… passou pelo próprio “mérito” né? huahauhuahuah
Quem diria que era tão perigoso estar de carona seu. E eu todo esse tempo falando pra Fabíola que podia beber e você dirigiria. To loko! Era melhor a Fabíola em coma alcolico levando a gente pra casa, menos risco de matar alguém O.o
PS: Sua mãe é que devia tá fazendo o Velozes e Furiosos 4 ao lado do Vin Diesel. Rox a lot!
hahahah! O comentário do mestre é ótemo!
Mas covenhamos 5x? O.o
Espero ter um pouco mais de ‘sorte’!
Beijos
@Fernando Quirino: Hahahahahahahaha. A vida precisa ser repleta de fortes emoções!
@nubia: Tenha sempre os amigos certos nos lugares certos. Essa é a minha definição de sorte.
Aqui em Brasília a galera, quando vê alguém fazendo barbeiragem no trânsito, diz que o cara comprou a carteira em Goiás.
Mas, ao que parece, as coisas por aí não são tão bagunçadas assim.
Quando alguma amiga sua estiver passando pela mesma dificuldade, mande vir tirar a CNH aqui em BSB. =P
Priiiiiiii… e eu que estou tirando carta. hehehehe… Ainda nem fiz minha primeira aula. Enrolei TRES ANOS pra correr atras d euma auto escola. Menina do céu, não me deixa com medo pq quero passar de cara. Hhehehe…
Bjaum viu
Olá!
Excelente blog!
Gostei mesmo!
Gostaria de propor uma parceria, aceita?
Lembrei-me de minha saga. Reprovei duas vezes: uma na prova objetiva (sério! Aquela de dizer o que cada placa significava – sou burro mesmo, admito) e uma na prova prática. Considerando que sou homem desde que nasci (hehehe), a vergonha foi desoladora…
Parabens a tua mãe, afinal chevetão sux
A prova de moto se ela fez deve ter sido em uma Agrale . . .
E Detran-GO e uma merda bando de landrão bem como todos os donos de auto-escola . . .
@Cathalá: Os goianos podem se orgulhar de muita coisa: destruir meus tímpanos com músicas sertanejas, gastar milhões de reais em som para o carro, conseguir colocar uma inglesa em uma pequena mala, passar no vestibular com apenas 10 anos… Mas tenho dito, dirigir bem não é motivo de orgulho pra ninguém aqui.
@Priscila MR: Oh querida… como diz uma vinheta de um famoso radialista aqui de Gyn: ” Vai dar tudo certo…”
@Leandro Ramos: Muito obrigada!!!!!
@MoizaCARTUNS:Você não é burro. Vi na semana passada que o sonho de uma chinesa é dirigir um caminhão, mas só na prova escrita ela já reprovou 780 vezes! Essa deveria ser brasileira…
@ D_Ver@s:Realmente, aqui em Gyn ser dono de auto escola não é motivo de orgulho moral, mas como as pessoas não se preocupam muito com isso atualmente, eles saem no lucro.