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Latadas de carnaval

Postado por Fabíola Ariadne em 27 de fevereiro de 2009 na categoria Sem categoria

Carnaval de país desenvolvido.

Carnaval de país desenvolvido.

Oficialmente o ano começou dia 1º de janeiro, mas de fato começará na próxima segunda-feira, dia em que iniciarei a dieta, a malhação, que terei boas ideias no trabalho e, quiçá, para este blog. Claro que o período “ano” para essas coisas compreende no máximo trinta dias. Mas, então, o carnaval passou.

É in, moderninho, cult falar que odeia carnaval, que cinco dias de feriado é coisa de país de terceiro mundo e por isso o Brasil é subdesenvolvido(claro, concentração de riqueza, impostos absurdos não tem nada a ver, o lance é feriado e a dívida externa – Oi quinta série!). Sabe o que acho? Foda-se quem odeia o carnaval, eu o amo. Tô nem aí para quem odeia o carnaval, para quem ama passar o carnaval atrás de trio elétrico, frevo, maracatu, samba, gala gay ou fazendo outras coisas de país subdesenvolvido. O importante é que eu não trabalho por quatro dias (-Oi terceiro mundo!) e ainda posso fazer um monte de coisa que  gosto.

E a cada ano gosto de uma coisa diferente. Às vezes quero ficar em casa vendo filmes e comendo muito, geralmente isso ocorre quando não tenho dinheiro para viajar. Outros anos combino com amigos de viajar para alguma cidade do interior que tenha carnaval de rua, the best. Você fica ali na calçada da fuzaca vendo os bêbados cair e levantar, os playboy e as patricinhas cantarem em coro “Poeiraaaa” achando que estão arrasando. Ah, claro, e tem ano que passo em alguma fazenda, sítio ou currutela que o valha com o namorado que era todo animado antes de te conhecer e que de repente não gosta de mais nada. Enfim…algo sempre acontece.

Mas, há anos em que não surge nenhuma combinação, o tédio aparece e aquele convite para ir para o apartamento em Caldas Novas* de um velho amigo que você não vê há anos (que você sabe que é latada) vira, de repente um convite para o paraíso.

E foi numa dessas que avisei a Priscila que em algumas horas estaríamos em Caldas Novas no AP de um velho amigo para abalar no carnaval.

Cento e sessenta e sete quilometros, um pequeno congestionamentozinho por causa de um motoqueiro morto na estrada, uma parada no posto policial para O guarda nos informar o caminho mais rápido e dois litros de coca-cola depois chegamos. Ninguém no AP, todos tinham ido para a Pousada do Rio Quente assistir o show do incrivel-master-mega-ultra-motherfucker Fatboy Slim, para mim apenas ninguém (odeio música eletrônica). Claro que não iríamos gastar os olhos e as pregas para ver um povo doido dentro de piscinas onde a coisa mais higiênica que bóia por lá em temporada é OB. Vestimos um biquini e fomos relaxar nas piscinas do condomínio mesmo. Algumas horas depois, decidimos que estava na hora de agradecer a estadia arrumando o AP que estava um nojo. Apesar de termos visto malas femininas, o apErtamento parecia estar ocupado por vikings.

Lavamos todas as louças, varremos o chão e para não atrapalhar a faxina colocamos nossas malas em um quarto que aparentemente era de meninas.

Chegam algumas pessoas:

-Oi, quem são vocês?

-Olá nós somos as fadas da limpeza e viemos aqui só para limpar a bagunça que vocês fizeram somos convidadas do DONO da casa.

-Ah, legal, vocês vão dormir aonde? (frase dita por uma menina, claro).

Antes mesmo de respondermos, um menino disse: -Não preocupem-se, aqui é igual coração de mãe.

Nem preciso dizer que a guerra contra as porcas da casa estava declarada ne?

Passa um pouco o dono do AP chega com uma menina, nos cumprimenta e já entra para o quarto com a mesma. Nisso, o resto das meninas chegam todas sujas, naquela bagaça, diz um oi e entram para o quarto em que estavam as nossas malas. De repente, nossas malas são colocadas no meio da sala, NO MEIO DA SALA. Parada cardíaca na hora, lógico.

Como nós somos garotas quase educadas na Europa, em colégio suíço, levantamos do sofá, pegamos nossa viola, enfiamos no saco e falamos: tchau para vocês.

Na mesma hora, meu amigo sai do quarto com a bermuda elevada horizontalmente(sacaram?) dizendo: -não, vocês não vão embora agora, já é noite, é perigoso, vocês vão dormir na minha suíte!

Issooooooo, nós vamos dormir no quarto de um homem que está com um bermudão horizontalmente comprido!

Não teve choro nem vela, fomos embora na hora, porém eram dez horas da noite, voltar para casa não era uma boa ideia. Rodamos todos os hotéis da cidade e não achamos nenhum. Decidimos passar a noite em claro na praça da cidade vendo os carros tunados com piriguetes em pencas dançando para zaparmos para casa no dia seguinte. Mas, não aguentamos nem meia hora de “Quando ele me vê ela desce, piri, piri, piri, piriguete…”.

Tomamos a decisão então, iríamos embora e “seja o que Dels quiser”. Fomos, quando passamos no posto policial O guarda (citado no início do post) nos aconselhou a não ir porque a estrada estava muito perigosa. Até ofereceu a garagem do posto para dormimos (-Oi filmes de terror!). Mas não aceitamos, voltamos para a cidade e vimos uma pensão daquelas. Lógico que na hora pensamos que haveria vaga, quem iria dormir ali?

Hippies! Só havia um quarto disponível e que estava reservado para o dia seguinte, poderíamos dormir lá desde que fôssemos embora antes das dez horas da manhã.

Nunca um quarto de pensão foi tão abençoado por nós. Nem é preciso dizer que a o colchão era sapeca neguim, o chão era batido coberto de cêra verde … Enfim:

O quarto!

O quarto!

O importante é que conseguimos dormir e no outro dia voltamos a nossa querida cidade vazia no carnaval, Goiânia e que aprendemos a lição: convite de amigo que você não vê há anos de C# é RO**.

E adivinha quem vendeu o AP de Caldas e comprou uma casa no lago em Três Ranchos e nos convidou para passar este carnaval lá?

*(cidade no interior de Goiás cuja as águas são termais, portanto é super classe média ter no mínio um Ap por lá)

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Velozes e furiosos

Postado por Priscila em 18 de fevereiro de 2009 na categoria Sem categoria

#nossasenhoradeaparecida

#nossasenhoradeaparecida

Não posso negar que tenho uma paixão pelo Vin Diesel. Ai, ai, ele realmente desperta meu lado mulherzinha…Não vou fazer um texto sobre essa paixão, embora no mundo das idéias,aquele mundinho que o Platão criou, eu e Vin vivemos um romance de dar inveja a Jack e Rose.

Não falarei do Vin Diesel , escolhi esse tema por outra razão: hoje uma colega veio contar que durante as férias resolveu tirar a carteira de habilitação. Resultado: reprovou na prova de carro e passou na de moto. Comecei então a pensar nessa fase (década de 90) da minha vida. Digo fase porque fiz a prova de volante cinco vezes. Pausa para risos, piadas, para alguém proferir a famosa frase: “Mulher no volante, perigo constante” e para quem já me conhece elaborar uma face de espanto.

Nunca contei a ninguém esse meu feito. Sim, conto detalhes do meu romance tórrido com Vin para minhas amigas, mas minhas fraquezas escondo até do meu anjo da guarda.

Na minha primeira vez, me preparei bem, estava confiante, linda e perfumada. Sabia que o sucesso seria certo e que tudo sairia conforme planejado, pois embora fosse minha primeira vez, já havia treinado muito com minhas amigas. Resultado: Brochei! Foi foda mesmo! Cheguei ao Detran-go às 8:00 da manhã e quando fui convocada a demonstrar minhas habilidades já eram 14:00 hrs. Brochei mesmo, mas me senti apoiada por todos, afinal, aquilo nunca havia me acontecido antes.

Na minha segunda vez não me senti nada apoiada, além daquilo já ter me acontecido antes eu havia marcado uma viagem para a chácara de uma amiga e todos iriam comigo.

No Priscila 3 “A missão”, saí chorando mesmo. O clima na minha casa mudou completamente. Minha mãe, pessoa nada discreta, falou na lata: “Eu tinha 35 anos quando tirei minha carta, era no Serra Dourada, tudo era mais difícil, o carro era um chevette a álcool e eu não errei nada”. Nesse momento conclui que minha mãe era o próprio Chuck Norris ao volante.

Na quarta vez, posso dizer que fui programada para matar. Não, não estava nervosa, se foi o que pensaram, é que quase matei uma pessoa. Nunca vi mulher mais decidida e confiante… A prova se iniciou tranquilamente. Minhas pernas não dançavam sozinhas como das últimas vezes, o examinador nem perguntou se eu estava com frio ou se sofria de algum tipo de asma, e melhor ainda, não tive que parar para procurar o celular dentro da bolsa.

Quando fui informada que poderíamos sair do Detran nem acreditei, quase soltei o volante para bater palmas de alegria, mas me contive. Das últimas vezes eu mal dirigia 500 metros e já tinha que voltar ao estacionamento. Saí tão alegre, dirigindo o humilde corsa, que me tornei instantaneamente daltônica. O sinal estava vermelho, mas eu juro que vi a cor verde. Foi por um triz que não atropelei um passante.Viu como tudo sempre pode ficar pior? Nessa altura dos acontecimentos, minha mãe já queria me dar uma nova bicicleta. A pracinha era lugar proibido pra mim… Imagina só, se eu iria voltar a freqüentá-la de bike. Nunca!

Como o universo resolveu conspirar a meu favor, eu não sei, o fato é que minha mãe conheceu a esposa de um fodão do Detran-go e pediu um favorzinho pessoal pra ela, já eu, digo que o que essa mulher fez por mim foi um fenômeno não identificado, digno de ser pesquisado pelo padre Quevedo. E finalmente, na quinta vez … Pimba!

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… e vou gritar pra todo mundo ouvir

Postado por Fabíola Ariadne em 12 de fevereiro de 2009 na categoria Sem categoria

O Cassiano do Smokingpot me passou esse encrenca meme há quase um mês e só hoje me lembrei dele. Mas, não há um assunto específico,vejamos as regras:

1. Linkar o blog da pessoa que te indicou.
2. Escrever as regras do meme em seu blog.
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5. Ao publicar o post, avise aos a seus indicados, deixando um comentário em seu blog.

Já fui inquirida nesse meme, nem sei ao certo o que posso falar aleatoriamente sobre mim… Coisas aleatórias… seis.. eu… Isso não vai prestar! Hey ho, let’s go.grito

1.Eu não canto no chuveiro, mas em compensação dirijo cantando muito alto e só paro quando algum ônibus lotado de adolescentes para ao meu lado, caso contrário esgoelo até chegar ao meu destino final;

2.Eu já atropelei um cone, porque esse lance de roubar cone é muito old school. Palmas para a minha pessoa que não tem uma visão além do alcance.

3. Eu não tenho a menor vontade de saber se e o quê acontece conosco depois que morremos, pois tanto a ideia de que não há mais nada, quanto a ideia de que há, me causa arrepios.

4.Eu já salvei uma pessoa do seu lifestyle ridículo de ser. Ela era mal arrumada, idiota e sem auto-estima. Eu joguei fora seus trapinhos e ajudei no banho de loja, opinei sobre a nova cor e corte do seu cabelo, arranjei um emprego, um marido, dei um presente carésimo de casamento (que dividi em três pagamentos!) e antes de pagar a última prestação ela detonou a minha vida fazendo eu perder o emprego e contando meus segredos pela capital! E eu nunca me vinguei. Portanto, eu sou uma anja!

5. Eu não sei fazer arroz.

6. Mas, sei bordar ;)

Eu disse que não ia prestar.

Agora chegou a vez do Gump, PriscilaMR, Núbia, Gobr e Eliezer. A última vaga vai para a Priscila aqui do dramático e orgástico, pois ela não vê a hora de contar para vocês sobre as suas aleatoriedades!

P.S. Explicação para o título: é a música do Roupa Nova que uma vez estava cantando no carro quando me confidenciaram que canto muito mal.

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TOB

Postado por Priscila em 10 de fevereiro de 2009 na categoria Sem categoria
professor-maca

Troxe uma maçã para você, querida professora Helena!

Sábado de sol, aluguei um caminhão, pra levar galera pra… Nada disso.

Acordei às seis horas da manhã para mais um dia de incansável trabalho educativo. Lá fui eu, cansada, porém determinada a fazer com que tudo acabasse cedo para que eu pudesse me dirigir até à casa de bronzeamento que estou freqüentando para ficar com cor de woompa loompa.

O trabalho aconteceu de forma agradável embora todos demonstrassem um enorme desejo de fugir ao som de Half Jack, menos eu, tive que manter a pose para servir de exemplo. Enfim, o trabalho terminou na hora marcada e algumas pessoas me convidaram para ir até um bar tomar umazinha para batizar uma nova funcionária que havia chegado. Foi quando eu pensei: “ nossa, eles não me batizaram”. Pelo bem e pela união da equipe lá fui eu. Utilizei o meu poder de superior e pedi uma carona. Pedido esse que foi prontamente atendido pelas colegas.

Chegando ao bar notei que o lugar era bem simplório, embora não me importe com isso, pois já fui assídua freqüentadora do bar da Cida na Rua 8. Para quem conhece o lugar não precisa dizer mais nada. Para quem não conhece, maiores informações com o colega Gump.

Disse logo que não bebia nada de álcool, mas uma colega, até então a única que sempre teve afeição por mim, foi logo me enfiando um copo daquele líquido que desce redondo e que faz com que os homens nos esqueçam nos dias de futebol, goela abaixo. Me revelei. Bebi, bebi… Se eu pudesse eu matava era mil.

Meu telefone toca. A chamada de sempre: Fabíola . Convidei-a para o evento que rapidamente ela nomeou de TOB ( Teachers on beer). Ela aceitou o convite depois que eu disse que teria Narguile (objeto esse que motivou muitas de nossas indignações nos bares chiquezinhos de Gyn City).

Uma verdade é certa: a bebida entra, a verdade sai. Como entrou muita bebida em uma colega, ela pariu a verdade. Resolveu dizer que me odiava, me achava uma bruxa malvada do tipo Meryl Streep em O Diabo veste Prada. Infelizmente não tenho os Pradas, como vocês já sabem só uso Manolos, mas graças à fada dos dentes, santa esta que sou devota, não tenho ainda os cabelos brancos da atriz. Queridos, pensem num climão para todos os presentes na mesa do singelo bar… Menos pra mim, que recebi tudo com muita naturalidade dizendo que eu sabia disso, já que tinha consciência de que contribuí para que esse sentimento fosse ganhando força com o passar dos meses e dos comentários provocativos. O melhor de tudo foi que ela pode compreender que não era nada pessoal e que sua permanência na equipe evidenciou que ela suporta pressão. Não admito ataque de mulherzinhas, do tipo que primeiro grita, depois chora e por último sai correndo. Nesse ponto admiro muito os homens, eles conseguem manter a pose diante de um superior.

Depois brindamos, tiramos fotos e agora gostamos sim uma da outra, eu até a admiro pela coragem, sinceridade e paciência para me suportar, embora a Fabíola tenha dito que ela é chata pra caralho. Discordo.

Depois de tantas emoções fui resgatada, alimentada, higienizada e transportada por minha companheira de blog até outro bar para o encontro do NOB. Minha cabeça parecia explodir. Tenho certeza que a proletária batizou a cerveja e tudo foi apenas encenação da sua parte. Mas, como tenho amigos de verdade, e o Mestrezen é um deles, fui presenteada com uma Neosaldina e vinte minutos depois já estava pronta para outro TOB, digo NOB.

E assim vou seguindo, em alguma coisa on beer. Até o próximo.

Ah, desejo que vocês tenham chefes tão maravilhosos como eu! É mentira!

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Vergonha alheia

Postado por Fabíola Ariadne e Priscila em 5 de fevereiro de 2009 na categoria Sem categoria

Bater em mãe? Usar sapato com salto de acrílico? Tatuagem de hena? Esquecer a carteira na hora de pagar a conta? Nada disso compara-se a vergonha que nós passamos no final de semana passado.

Fulana, amiga que não víamos há longas datas, nos ligou convidando para um churrasco na casa do namorado dela, onde iríamos ser apresentadas a alguns de seus amigos que, segundo ela, seriam “super gente boa”.

Vindo da fulana já sabíamos que o churras nos garantiria, no mínimo, risadas orgásticas. Mas, desta vez ela se superou. Eis que a visão do inferno surge na porta de minha casa.

whatahell

A camionete do Máskara

Vocês tem noção do que sentimos ao ver um carro assim? Pra vocês, homens distintos seria o mesmo que ir ao aniversário do seu chefe com uma loira platinada, de calça saint tropez com a marquinha da parte de baixo do biquíni a mostra, a famosa marca de suspensório.

Mas não era só o “visual” da camionete, tinha mais. De repente, a coisa cresceu. Hahaha, ela tinha o que o dono orgulhosamente chamava de suspensão a vácuo.

E, ainda por cima, o carro dançava o Créu! O idiota começou a apertar o acelerador e a embregagem e num movimento completamente de sobe e desce, a carroceria começou a desenvolver a velocidade preferida da mulher melancia .E lá fomos nós seguindo o carro alegórico pelas ruas de Gyn city.

E sabe como isso terminou? Conosco dando meio volta na porta da casa do churrasqueiro explicando o porquê de irmos embora: -O poodle da minha tia acabou de falecer, tenho que ir embora. Beijonãomeliga. Estávamos cansadas e irritadas demais para assistir ao show de horrores.

Por favor, alguém nos explica o que leva os meninos a fazerem isso com o próprio carro. Por que alguém compra um carro alto para rebaixar? Por que alguém pinta de verde o próprio carro?

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