A massa falida dos escoteiros

Postado por Fabíola Ariadne em 31 de outubro de 2008 na categoria Sem categoria
Neste último final de semana de sol escaldante, como não tinha nada de interessante para fazer na cidade, incorporei um espírito escoteiro e chamei três amigos para irmos nos resfriar nas cataratas cachoeiras de Pirenópolis, a cidade mais maconhada relaxante de Goiás.

Pirenópolis é uma cidade situada na Serra dos Pirineus, localizada a 123KM de Goiânia, cheia de cachoeiras, que serviu, inclusive, de cenário daquela famosa novelinha que a ex-virgem Sandy e Júnior protagonizou, lembram? Aquela que tinha o Guilherme Fontes, o homem que quase lançou um filme sobre Assis Chateaubriand.

Well, chegamos na city e minha amiga louca para tomar a água que passarinho não bebe com limão. Procuramos em quatro bares e nada, no último veio a explicação: -não fazemos não, limão é caro. Ok! Eu já pensei na idéia de comprar um lote lá e plantar limão, porque em uma cidade onde há quintal em todas as casas ninguém pensou nisso ainda!

Desistimos da caipirinha e perguntamos aos nativos aonde havia uma cachoeira o mais perto possível para nos esbaldarmos. Na primeira entrada com a placa CACHOEIRAS entramos e nos deparamos com mais placas: cachoeira usina velha 5 reais, cachoeira meia-lua 8 reais. Geral concordou: -Vamos para a cachoeira de oito reais, pois deve estar mais vazia. Lá fomos nós, numa estrada de cascalho e areia, um rally praticamente. E para quem acha que mulher não dirige bem, eis a prova contrária:

Estacionamos e começou a caminhada. Um declive. Pensei: -wow, é agora que uso minhas técnicas de escoteira, desceremos segurando pelas árvores com muito cuidado para não escorregarmos. Que nada, a indústria do ecoturismo já chegou, haviam escadas para descer!

Ahhh, que visão! Pedras, pedras, pedras, cascatas, água e … gente, muita gente. Como não queríamos nos misturas com a farofa galera, ousamos andar sobre as pedras escorregadias para acharmos a nossa piscina natural particular.

Na segunda pedra o maior tombo de todos os tempos, certo alguém (não sou eu) caiu de costas. Deve estar roxo até hoje.

Entre muitos “aimeldels, ahhh, eu não consigo e eu tô com medo”, arranjamos um lugar para mergulhar. Água gelada, mas maravilhosa. Pena que não nadei, porque apesar de saber, morro de medo de lugares que “não dão pé”. Da próxima vez juro que levo um colete salva-vidas para nadar tal qual Michael Phelps!

Depois, exauridos pelo cansaço e fome, almoçamos sanduíches gigantes e “vortemo” para Goiânia.

Isso tudo, essa “grande aventura” rendeu-me fortes dores musculares, um pneu furado e a certeza que eu sou a massa falida dos escoteiros. Mas, valeu a pena! Olha que lindo:

P.S. Ok, a foto não está tão linda, muita pedra e pouca água, mas a culpa é do fotográfo(que não sou eu) que não focalizou direito.

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6 Comentários

Leonardo
31 de outubro de 2008 à(s) 9:19 hora(s)

Coisas inacreditáveis nessa viagem:
1. Nenhum bar ter limão por ser caro – pqp que desculpa mais frajuta.
2. Sabrina não saber nadar – quero ver o dia que os alunos dela descobrirem isso.
3. Pessoas não conseguirem andar usando as pernas sobre as pedras e terem que recorer à bunda :P


 
Fabíola Ariadne
4 de novembro de 2008 à(s) 4:02 hora(s)

Errr, prefiro evitar a fadiga ne?


 
Leandro Macedo
5 de novembro de 2008 à(s) 10:54 hora(s)

Oi Fabíola, está de parabéns pelo seu blog. Adorei todos os posts!

Um grande abraço, estarei por aqui com frequência… : )

PS. a foto nem tá tão ruim assim


 
D_Ver@s
11 de novembro de 2008 à(s) 6:26 hora(s)

Putz . . .

Essa desculpa do limão realmente foi a melhor!

Quanto ao fotografo deixa eu ver . . . E sem comentarios!


 
Fred
15 de novembro de 2008 à(s) 5:08 hora(s)

Nossa que legal.
Piri é show!


 
Fabíola Ariadne
19 de novembro de 2008 à(s) 7:02 hora(s)

@leandro: que bom que gostou, apareça sempre msm, bj.
@d_veras: vc conhece o fotógrafo!
@fred: piri é linda!


 

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