Postado por Fabíola Ariadne em 17 de maio de 2012 na categoria
Dramático

Assisti recentemente o filme The Help, no Brasil batizado como Histórias Cruzadas.
O filme mostra a história das empregadas domésticas americanas, negras, especificamente em Mississipi, na década de 60.
Apesar do filme ser, basicamente, sobre o “salvamento” de uma comunidade de empregadas negras por uma branca boazinha, algumas cenas extremamente racistas nos toca e você pensa: ainda bem que não existe mais isso. Porém, contextualizando o filme com nossa época e país, fica a pergunta: será que isso não existe mais? Mudou-se muito?
Mudou, não há dúvidas, mas muitos absurdos não acabaram, apenas ficaram mais leves.
Há uma cena em que cria-se, por questões de “saúde”, um banheiro fora da casa para ser usado pela empregada, pois se ela usasse o dos brancos poderia passar alguma doença de negro àqueles. Horrível! Mas, nos dias atuais, existe algo parecido? Com certeza algumas domésticas são proibidas de usarem os banheiros da casa grande, porém o que hoje acontece, e que mais se parece com o sanitário higiênico das domésticas do Mississipi, são os quartos de empregadas. Cubículos que, às vezes, não se consegue nem dar uma volta completa em seu eixo com os braços abertos, condição, aliás, imprescindível para o transporte de cachorros em aviões. Sem falar que muitos “aposentos” não têm janela e são encostados nas áreas de serviços. Podem estar sobrando 10 quartos vazios que assim mesmo, as ”secretárias/amigas/colaboradoras do lar” ficarão alojadas nos quartos projetados exclusivamente para elas ou para a tralha.
Outra coisa que reparei no filme e que foi resgatado pelos patrões brasileiros foi o uniforme. Alguém já conseguiu ir a um shopping sem se deparar com o acessório da última moda das brasileiras, a babá vestida de branco que grita ” oi, eu sou a babá!”? Se a pobre serviçal for a uma festa com os patrões e a criança, ela não poderá usar um vestido, ela usará seu uniformezinho branco que, infelizmente, será traduzido por ao menos uma pessoa como “babá, trato como quiser”. E assim será no parquinho, no shopping e até no clube (ah, esses clubes paulistanos!).

Babás não podem frequentar o restaurante dos sócios, apenas o infantil.
Aí vem os discusros: é uma profissão como outra qualquer; tem que usar uniforme e ser tratada como outra profissional qualquer, senão será um racismo às avessas.
Não, não é. Empregada tem direito ao FGTS? Empregada tem direito ao seguro-desemprego? Tem jornada de 40h semanais? Faz estritamente o combinado, como a limpeza ou cuidar do bebê, ou de vez em quando tem que ir ao banco?
Empregada doméstica é uma atividade que descende diretamente da escravidão. Ainda hoje há empregadas que moram na casa dos patrões, que trabalham dia/noite/sábados/domingos/feriados. São pessoas invisíveis que largam as suas casas e filhos para cuidar das casas e dos filhos de outras pessoas.
Ter empregada doméstica é um privilégio que quase nenhuma mulher quer abrir mão, um direito quase constitucional. Até porque, não existe em nossa sociedade uma divisão justa do trabalho doméstico entre o homem e a mulher, sobrando para essa a famigerada jornada tripla. Lógico, então, que é mais fácil pagar um salário mínimo (que não dá nem para comprar uma bolsa de grife) para alguém que é desqualificado e só tem sua força física e prendas domésticas para se sustentar.
O que me consola é que, como disse Delfim Neto, empregada está virando animal em extinção, que nos centros urbanos está ficando caro . Espero que não demore muito para o seguro desemprego e FGTS serem um direito, apesar de que isso não garantirá uma justiça a essas trabalhadoras, pois, apesar de ser obrigatório, apenas 27% das empregadas domésticas tem sua carteira de trabalho assinada e recebem salário mínimo.
Não prego uma demissão em massa das domésticas, pois seria uma “solução”do mesmo nível da libertação dos escravos: jogar na sociedade milhões de pessoas que não sabem fazer outra coisa e que não conseguirão sobreviver honestamente. Mas, sou totalmente a favor de todas as políticas afirmativas de distribuição de renda e formação profissional, isso nos garantirá um futuro sem exploração do trabalho doméstico. Ao menos das brasileiras, porque aí virão as bolivianas, africanas…
E viva as pessoas que se gabam: eu pago um salário mínimo para minha empregada!
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Postado por Fabíola Ariadne em 14 de março de 2012 na categoria
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Finalmente a megaloja Fnac chegou em Gyn City. Já conhecia a loja de outras cidades e sempre torci para que uma filial fosse aberta em Gyn City.

Ou será o contrário? Quanto mais Platão, mais prozac? Preciso desse livro!
Para quem não conhece a Fnac esclareço que trata-se de uma marca francesa, do grupo PPR (engloba Puma, Gucci, YSL, McQueen, Balenciaga, entre outros), que vende um mix de produtos: livros, CD’s, DVD’s, games, equipamentos de áudio, vídeo, telefonia, fotografia, informática e serviços. São dez lojas no Brasil, 159 megalojas na França, Suíça, Espanha, Portugal, Bélgica, Espanha e Portugal. A nova loja fica no Shopping Flamboyant, em um um espaço de 3 mil metros quadrado. Hoje teve coletiva de imprensa e fui convidada para participar e conto aqui as novidades.

Dock do Angry Bird, espaço de tecnologia e objetos retrô.
Os gamemaníacos vão enlouquecer! O espaço destinados aos games é enorme e bem completo, os jogos passam a ser tratados como produtos editorias com maior prescrição e experimentação. E ainda tem um espaço de experimentação do Xbox e kinect

Camisetas de filmes, boneco do Sonic e máscara do Homer. #osnerdpira
Outro espaço que promete bombar é o Fórum Fnac, um espaço destinado a eventos que permitirá o contato do público com personalidades da vida cultural. O diretor da Fnac Goiânia, Adão Dias Paz, prometeu promover bastantes eventos com artistas goianos. Estamos aguardando.

Kit para cupcakes, espaço infantil, caixas e kit para cultivar orquídeas <3
Enfim, a megaloja promete ser mais uma opção de passeio para os goianos. Daquelas lojas que passamos horas e horas e ainda não observamos tudo.
A loja estará aberta para o público a partir de quinta-feira, dia 15 de março.
Tags:fnac, Goiânia
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Postado por Fabíola Ariadne em 8 de março de 2012 na categoria
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Mais um Dia da Mulher, mais um dia para receber uma rosa, mais um dia para ouvir homens falando “por que não há dia do homem?”, mais um dia em que o comércio e entidades nos homenageia com dia de maquiagem, bombom ou qualquer outra coisa que não mudará em nada nossa vida frente ao machismo. Nossos salários continuam menores do que os dos homens, ainda temos tripla jornada, sofremos com uma licença maternidade pequena e, infelizmente, ainda há a violência doméstica, psicológica e física.
Muita coisa mudou para as mulheres desde o século passado em prol da mulher. Há menos de um século não votávamos, éramos mercadoria de troca. Não que isso não exista mais no mundo, mas ao menos no Ocidente diminuiu.
Mas, observo o meu cotidiano e percebo que temos muita luta pela frente. Não precisamos mais queimar sutiãs, mas precisamos concientizar a sociedade e até as própias mulheres do machismo que ainda existe na sociedade brasileira e exigir mudanças.
Apesar de termos uma presidentA, as mulheres ocupam poucos cargos de chefia e, quando ocupam, a grande maioria recebe salário menores do que seu equivalente masculino. Pego como exemplo o meu ambiente, do funcionalismo público.
Não há uma mulher em cargo de chefia no segundo escalão do órgao em que trabalho. Nenhuma, estranho né? São cargos de livre nomeação, cujo requisito para ocupação é a confiança. Será que as mulheres não são confiáveis?
Até mesmo em pastas que são ocupadas majoritariamente por mulheres, a educação, elas ainda não são a maioria nos cargos de chefia.
Isso não é prova da existência de uma sociedade ainda machista?
Outro segmento em que ainda há resquícios do patriarcado é a sexualidade feminina. Não somos donas do nosso corpo, somos reprimidas de diversas formas, pelos pais, irmãos, primos, amridos. Quando nos ensinam educação sexual na escola, falam apenas como podemos engravidar ou pegar doença sexualmente transmissíveis, não falam do órgão do corpo humano com a única e exclusiva função de dar prazer a mulher, o clitóris. No BBB (oi, pessoal que lê Dostoiévski) tivemos um exemplo claro da repressão à mulher que é senhora do seu corpo, a Geni. Uma integrante foi eliminada por maioria dos votos porque ficou com “má-fama” após ficar com 2 garotos no programa. Mas, um deles que ela ficou e, também, ficou com duas garotas, está sendo visto como galã. Oras, ela não traiu eles, não eram namorados, ela sentiu atração por outro e não poderia ceder para manter uma “boa imagem”? O Bial em seu texto de eliminação falou brilhantemente sobre o assunto, que destaco:
Toda a transformação da função social da mulher, por exigência do próprio bom funcionamento e aperfeiçoamento do sistema produtivo, a ruptura com milênios de misoginia (ódio às mulheres), patriarcado (todo poder aos homens), tudo isso ainda é recente demais.
Nem sequer os sintomas foram debelados, vencidos. A mulher ainda é a mulher do mundo. E nós sabemos, não é, bonecas? O machismo ainda viceja, floresce… Entre as mulheres...
Nas igrejas ainda pregam a nossa existência ao fato do benévolo e solitário Adão ter cedido uma costela para nos construir. E depois nos imputa a imagem da traição e ingratidão, o símbolo do pecado, o motivo da perdição do homem, da desgraça por não termos um paraíso. Essa é a história machista que mais me indigna. Ela semeia a baixa auto estima desde pequena na mulher, é uma ameaça velada a nós, mulheres: você é a causa da desgraça do mundo, um cara deu um osso para te fazer e você o levou para o mau caminho, agora está em dívida. Olha, eu não sei vocês, mas eu não nasci pecadora e muito menos tenho procedência de costela.
Mas, de todos esses relatos que fiz, nenhum me angustia mais do que atitudes e declarações machistas vindos de mulheres. Por exemplo, comentários de que a profissional mulher não presta, que o bom é o homem. Geralmente ignoro, porque enxergo o problema do machismo de uma forma ampla, como um problema da sociedade, e não individual, caso a caso. Pois, caso contrário, até eu entraria em contradiçã, visto que alguma vez na vida,com certeza falei ou fiz algo machista. O patriarcado, a misoginia está camuflado, arraigado em nós. Assim,cabe a nós o policiamento e o questionamento: é essa mulher que eu quero ser?
Eu quero ser uma mulher livre, respeitada independente do corpo e cabelo que tenho, quero ter o direito de não ter o corpo exibido nas capas da Nova, quero andar pelas ruas sem ter que ouvir um “delícia, assim você me mata, quero te lamber todinha”. Quero igualdade de salários, mais representação política, menos violência e menos ditaduras. Eu quero ser dona do meu corpo, de ser igual aos homens, nem melhor, nem pior. Eu quero um mundo menos misógino que não precise mais da bandeira feminista.
Tags:Dia internacional da mulher
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Postado por Fabíola Ariadne em 12 de fevereiro de 2012 na categoria
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Hoje é o último dia de #megaflamboyant.
Estou aqui no QG das blogueiras e já conferi mais algumas ofertas. Hoje escolhi coisas para casa.
Tem coisa melhor que uma cama bem feita? Não há um dia que não arrumo minha cama bem bonitinha. E esse jogo da M. Martan está lindo e com um ótimo preço:

Não precisa nem contar carneirinhos.
Claro que eu não poderia deixar de conferir coisas para cozinha. Quem me conhece sabe que amo cozinhar, pensei nesses utensílios para fazer uma boa massa.

1- Conjunto de panelas da Spicy, vermelhas.
2- Frigideira da Spicy, daquelas que dá pra fazer um frufu (brincar de malabarismo com os ingredientes).
3- Ralador de queijo para ralar o parmesão na hora, em cima da massa. Huuum.
4- Taças para tomar vinho, da Spicy também.
5- E um bom espumante para a sobremesa. Este é africano, feito de uvas Pinotage, vendido na Maison des Caves.
Dá para fazer um bom jantar e dormir com “os anjos”com isso tudo, não dá?
Encerro por aqui minha participação nessa mega liquidação no Flamboyant Shopping Center. E no Flamboyant Fashion Blog tem mais algumas dicas.
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Postado por Fabíola Ariadne em 11 de fevereiro de 2012 na categoria
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Neste final de semana está rolando uma #megaliquidação no Flamboyant Shopping, com descontos de até 70% #orgastico.
Fui convidada pelo Flamboyant Fashion Blog para participar do QG das blogueiras, um espaço destinado a moda na pracinha central do shopping. Estou aqiu com outras colegas fazendo posts, conferindo as promoções e gastando
Vou dar uma volta para conferir tudo e já volto com as promoções que mais gostei.

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